Qual é a graça de ir a Palo Alto, na Califórnia, e sair à caça de uma garagem de madeira, com pintura já meio desgastada e da qual não se pode nem chegar perto (só fotografar da rua)? Para um verdadeiro geek, possivelmente, toda a graça. Foi lá a primeira oficina de Bill Hewlett e Dave Packard, dando em 1939 os primeiros passos da Hewlett-Packard.
Apesar de não expor um mísero fiozinho, o casebre de portas trancadas entrou para o livro "The Geek Atlas - 128 Places Where Science and Technology Come Alive" (128 lugares onde ciência e tecnologia ganham vida). Escrito por John Graham-Cumming --geek faixa-preta, criador de programas de informática premiados--, a obra lista lugares tidos como imperdíveis para quem adora física, astronomia, informática e afins. Cumming falou à Folha.
FOLHA - Por que criar um atlas geek?
CUMMING - Escrevi o livro para mim. Uma vez, estava trabalhando em Munique e, acidentalmente, descobri o Deutsches Museum, um museu sensacional para fãs de ciência. Pensei: "Deve haver um guia para gente como eu". E não havia.
FOLHA - Durante a apuração do livro, que lugar mais o surpreendeu?
CUMMING - O Experimental Breeder Reactor, em Idaho (EUA). É o primeiro lugar onde se produziu eletricidade por um reator nuclear. Você pode ver as lâmpadas que foram acesas originalmente. Mais legal ainda é que no pátio há dois protótipos de motor nuclear para avião.
FOLHA - E que lugar vale muito, muito a pena visitar?
CUMMING - O Jantar Mantar in Jaipur, Índia. É um observatório dos movimentos do sol, da lua e outros corpos celestiais, construído no século 18 e restaurado no século 20. É enorme e maravilhoso.
FOLHA - E o Brasil? Não somos geek o suficiente para entrar no seu atlas?
CUMMING - Tenho certeza de que são! Se você ou seus leitores tiverem sugestões, entrem no site geekatlas.com. Sei que há muita tecnologia em Recife.
FOLHA - Qual é a diferença entre um nerd e um geek?
CUMMING - Ambos se referem a alguém muito interessado em ciência e tecnologia, mas, para mim, nerd envolve exclusão social. Geek é uma palavra antiga que se referia a artistas de circo que faziam bizarrices, como arrancar a cabeça de um frango vivo nos dentes. Nerd é palavra nova, dos anos 1960.
THE GEEK ATLAS: 128 PLACES WHERE SCIENCE AND TECHNOLOGY COME ALIVE
AUTOR:* John Graham-Cumming
EDITORA: O Reilly Media
PREÇO: US$ 19,80
ONDE: www.amazon.com
Antes de comprar um netbook só porque achou bonitinho ter um computador que cabe na bolsa ou na mochila, você deve conferir se é isso mesmo o que você precisa. Mais importante ainda é verificar se ele vai conseguir atender a todas as suas necessidades.
Esqueça os netbooks caso seu ramo de atuação esteja voltado para programas gráficos. Você até consegue armazenar e exibir fotos ou pequenos vídeos, mas dificilmente conseguirá editar imagens e filmes muito pesados.
Arte/Folha de S.Paulo
"Esses aparelhos só são indicados pra quem utiliza o computador na maior parte do tempo para rodar programas como Word e Excel, ou apenas para acessar a internet", diz Rodrigo Toledo, que publica um blog sobre mobilidade.
Outra limitação é a incapacidade de rodar jogos. Só mesmo os games muito simples conseguem ser instalados. "Aumentar a memória RAM não resolve esse problema porque o que faz falta nesse caso é uma placa de vídeo", diz Toledo.
Além dessas limitações, o netbook também é desaconselhado para pessoas com mãos muito grandes, já que o tamanho do teclado acompanha as dimensões da tela, dificultando bastante a agilidade de uso.
"Esses computadores foram feitos, na minha opinião, para pessoas que precisam de mobilidade e para isso estão dispostas a abrir mão de desempenho e conforto, tanto visual quanto físico", analisa Roberto Hirata Júnior, professor de ciências da computação na USP.
Para um de seus alunos, no entanto, o aparelho é o parceiro ideal para o dia a dia. "Uso meu netbook para os trabalhos de faculdade e para o desenvolvimento de projetos pessoais. Já fiz nele um aplicativo para celulares Nokia e desenvolvi parte de um jogo em Flash", conta Igor dos Santos Montagner.
O "Wii Sports Resort", uma coletânea de 12 modalidades esportivas, é o cartão de visita do MotionPlus, acessório que, uma vez encaixado no Wii Remote, deixa o sensor de movimentos muito mais preciso.
O game, que chegou às lojas nesta semana, traz o aparelhinho encartado e é tão divertido quanto o Wii Sports original, que vem com o console.
Com a nova tecnologia, até mesmo o movimento de rotação do pulso do jogador é reproduzido na tela, o que faz diferença na brincadeira de luta de espadas ou de remar o caiaque, por exemplo.
O cenário de "Wii Sports Resort" é uma ilha paradisíaca, onde o sol dá o tom da diversão. Algumas atividades já são conhecidas dos fãs do Wii Sports original, tais como o boliche ou o golfe, mas a maioria é inédita.
O jogo continua fácil para principiantes, mas também agrada aos veteranos, como no tênis de mesa, que faz o Wii Remote se comportar de forma parecida à pequena raquete do esporte. O controle Nunchuk, que é segurado na mão esquerda, funciona bem com o MotionPlus, especialmente na brincadeira de arco e flecha. O Nunchuk faz as vezes da corda do arco -acertar no alvo é mais difícil do que parece.
Liberado para todas as idades, "Wii Sports Resort" sai por R$ 269 e inclui o MotionPlus --o acessório é vendido individualmente por R$ 139.
MotionPlus
À venda desde junho nos EUA, o MotionPlus acumulou, naquele mês, 440 mil unidades vendidas. É um número e tanto, pois ainda há poucos jogos compatíveis com o acessório.
Por enquanto, há apenas títulos esportivos -além de "Wii Sports Resort", a Electronic Arts lançou "Grand Slam Tennis" e o golfe de "Tiger Woods PGA Tour 10" para o aparelhinho.
Estão em desenvolvimentos games variados que vão usufruir do sensor de movimentos apurado, como Red Steel 2. Academy of Champions, jogo de futebol ancorado por Pelé, também será compatível com o MotionPlus.
Transformar o ato de assistir à televisão on-line em evento social coletivo, como ocorre no mundo real, é um dos desafios dos sites que hospedam vídeo. Na semana passada, o Watchitoo ( watchitoo.com) debutou na rede com a sua solução para reunir pessoas sob a mesma tela de vídeo.
No site, os usuários podem criar salas de exibição de vídeo (que podem ser privadas ou públicas), que sincronizam a imagem entre computadores, permitindo que todos assistam à mesma coisa ao mesmo tempo. A fonte do conteúdo? O YouTube, é claro.
O maior desafio do serviço é quebrar a resistência dos internautas a esse tipo de experiência coletiva. Nos Estados Unidos, a rede de televisão CBS apostou na ideia e fracassou, mesmo com programas famosos e qualidade de imagem superior à do YouTube.
Além disso, no país, o Hulu ( hulu.com) é o detentor de programas de televisão populares, o que pode se traduzir em falta de conteúdo para o Watchitoo. Porém, no Brasil, onde o YouTube hospeda conteúdo rico, existe chance de sucesso.
O Watchitoo demonstrou ter absorvido todos os conceitos famosos da web 2.0. Capacidade para adicionar amigos como rede social? Checado. Microblog estilo Twitter? Checado. Ferramentas para interação e colaboração? Checado.
Enquanto assistem aos vídeos, os usuários podem interagir via bate-papo, no canto esquerdo da tela, ou via webcam, no canto direito. Até cinco webcams podem estar ligadas enquanto a tela central exibe os vídeos do YouTube.
Com tantos vídeos, o consumo da banda de internet é inevitável, o que pode gerar alguns travamentos. Para melhor qualidade, é sempre bom deixar aquele amigo com a conexão mais rápida apertar o play.
Mas não estar no comando não tira dos outros participantes o poder para influenciar. Dependendo das configurações escolhidas para a sala de exibição, todos podem adicionar vídeos à lista a ser vista.
Todo revestido em borracha, o pendrive OCZ ATV se destaca com a promessa de ser mais resistente a variadas adversidades, incluindo o contato com água. Para testar a durabilidade do aparelho, a Folha gravou nele alguns documentos e depois o submeteu a uma sessão de maus-tratos: deixou-o duas horas dentro de um copo dágua, golpeou-o com um martelo e atropelou-o repetidas vezes com um carro de passeio.
Ao fim da tortura, o pendrive e os arquivos armazenados nele estavam intactos.
Velocidade
A velocidade de transferência de arquivos entre o pendrive e o computador é boa --um arquivo de 750 Mbytes, por exemplo, foi copiado para o dispositivo em cerca de 80 segundos (média aproximada de 9,5 Mbytes por segundo).
Para um pendrive que preza pela durabilidade, a tampinha poderia permanecer mais firme --ela parece ficar um tanto frouxa, o que dá a impressão de que pode se soltar com certa facilidade.
Há um mecanismo simples e engenhoso para ajudar o usuário a não perder a proteção do conector USB: presa a uma corrente, há uma peça de borracha na qual se pode encaixar a tampinha enquanto o aparelho está em uso.
Um pequeno LED laranja se acende para indicar quando o pendrive está conectado a um computador.
Segundo a empresa ( www.ocztechnology.com), o dispositivo é compatível com a tecnologia ReadyBoost, do Windows Vista, que promete melhorar o desempenho da máquina usando o espaço disponível em um pendrive.
Capacidades
O modelo testado pela Folha tem 16 Gbytes, quantidade generosa --é possível armazenar cerca de 3.500 músicas em MP3, por exemplo. O preço sugerido é de R$ 239. Há ainda versões com 2, 4, 8 e 32 Gbytes.











