Portais da Cidade

Notícias na Santa Ifigênia

Listando: 1 à 5 de 1178
Bitcoin atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão após novo recorde de preço

Bitcoin (BTC) atingiu seu maior preço da história hoje, de US$ 55 mil; valor de mercado do ativo bate US$ 1 trilhão

O preço do bitcoin (BTC) bateu mais um recorde nesta sexta-feira (19). A criptomoeda superou os US$ 55 mil enquanto seu valor de mercado ultrapassou pela primeira vez na história o marco de US$ 1 trilhão. Apenas no dia de hoje, o ativo se valorizou em mais de US$ 4 mil, alimentado pela alta demanda de compra e pela atual escassez de oferta no mercado.


Bitcoin supera R$ 300 mil
Foto: Moose Photos/Pexels / Tecnoblog

Segundo dados do CoinMarketCap, a capitalização do bitcoin atingiu o recorde de US$ 1 trilhão. O índice CoinDesk também mostra que a criptomoeda chegou no maior preço de sua história hoje, valendo US$ 55,2 mil. Além do recorde de preço em dólares, o bitcoin atinge hoje um importante marco em reais, superando os R$ 300 mil no final desta tarde de sexta-feira.


Valor de mercado do bitcoin (BTC) ultrapassa US$ 1 trilhão (
Foto: Reprodução/CoinMarketCap / Tecnoblog

Alta demanda e baixa oferta
Desde o começo de 2021, a criptomoeda acumula uma valorização de 90%. As razões para isso são muitas. Um dos principais motivos é o mecanismo chamado de "halving", natural do programa do bitcoin, que a cada quatro anos reduz a taxa de mineração do ativo. Consequentemente, a oferta da moeda diminui.

Porém, a demanda por bitcoin neste ano tem sido a maior já registrada. O halving foi ativado em meados de 2020, mas seus efeitos só começaram a ser sentidos quando grandes empresas entraram no mercado de criptomoedas.

Grandes investidores almejam o bitcoin
O PayPal foi um divisor de águas. Umas das maiores plataformas de pagamentos do mundo todo incluiu suporte a negociações com criptomoedas na segunda metade de 2020 e facilitou o acesso aos ativos digitais para milhões de usuários. A partir daí, outras empresas gigantes do mercado começaram a investir em criptoativos.

A compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin pela Tesla é o mais importante evento recente no mercado de criptomoedas que impulsionou o preço do ativo. Após a empresa de Elon Musk, a MicroStrategy, desenvolvedora de software empresarial, também anunciou que reservou US$ 600 mil para comprar o criptoativo.

CEO da Binance comenta recordes do bitcoin
Changpeng Zhao, o CEO da Binance (uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo), comentou o preço recorde do criptoativo em nota à imprensa enviada ao Tecnoblog: "12 meses atrás, 1 bitcoin custava US$ 9.844 (média diária). Nesse período, ele aumentou 408% e seu valor dobrou desde o Natal".

Zhao também afirmou que o mercado é imprevisível e "ninguém sabe para onde ele irá no curto prazo". Porém, ele se mostrou otimista, dizendo que o bitcoin utilizado como reserva de valor a longo prazo tem grande potencial para investidores se protegerem da desvalorização de moedas fiduciárias.

(Fonte: Bruno Ignacio - Tecnoblog) - 22/02/2021
O americano abandonado no lixo quando bebê que se tornou milionário da tecnologia

Acolhido por casal de idosos, Freddie Figgers se tornou a pessoa mais jovem nos Estados Unidos e único afro-americano a obter licença como operador de telecomunicações.



Freddie Figgers era chamado de bebê do lixo quando criança
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

O americano Freddie Figgers construiu uma empresa que vale hoje US$ 62 milhões (R$ 334 milhões).

Mas seu caminho para se tornar um milionário não foi nada fácil.

Freddie foi abandonado quando bebê ao lado de latas de lixo na zona rural do Estado americano da Flórida, nos Estados Unidos.

"As crianças zombavam de mim; chamavam-me de garbage baby (bebê do lixo, em português), falavam ninguém te ama... você é sujo. Lembro-me de quando descia do ônibus escolar e elas me agarravam e me jogavam em latas de lixo, rindo de mim", disse ele ao programa Outlook, da BBC.

"Chegou a ponto que meu pai teve que me esperar no ponto de ônibus e me acompanhar até em casa. E as crianças me perturbavam ainda mais, zombando dele: Ha ha! Olha aquele velhote de bengala.

O pai de Freddie, Nathan, tinha 74 anos e sua mãe, Betty May, 66 quando o acolheram.

Eles tinham seus próprios filhos biológicos e haviam acolhido dezenas de outras crianças ao longo dos anos — muitas delas enquanto seus próprios pais estavam na prisão — e planejavam parar quando fossem velhos.

Mas de repente Freddie chegou.

Ele não tinha ninguém quem o quisesse, então eles o adotaram e o criaram como se fosse seu filho.

Quando Freddie começou a fazer perguntas, Nathan contou sua história.

"Ele disse: Vou contar sem rodeios. Sua mãe biológica te abandonou e, como eu e Betty não queríamos te mandar para abrigos, nós te adotamos. Me senti um lixo e sempre me lembro de quando meu pai me agarrou pelos ombros e disse: Nunca deixe isso te aborrecer".


Betty May e Nathan Figgers decidiram não acolher mais crianças... até que Freddie chegou
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil

"Meus pais me deram todo o amor que alguém poderia desejar. Eles fizeram tudo por mim. Nunca senti a necessidade de procurar minha família biológica porque minha mãe e meu pai, minha Betty e meu Nathan, eram tudo para mim, eu os amava."

"São ótimas pessoas. Me ensinaram a ser íntegro, a sempre fazer a coisa certa, a nunca esquecer minhas origens. Vi meu pai sempre ajudando as pessoas, parando no caminho para atender estranhos, alimentando os sem-teto..."

"Ele era um homem incrível e eu quero ser como ele."

Do lixo à riqueza
Nathan tinha dois empregos, como técnico de manutenção. Já Betty May era agricultora e, embora o casal não tivesse muito dinheiro, quando Figgers tinha nove comprou para ele um presente que mudaria sua vida: um computador Macintosh… quebrado.

"Nos fins de semana eu ia com meu pai fazer o que chamamos de mergulho no lixo, andando por bairros diferentes em busca de coisas que as pessoas jogariam fora, como diz o ditado: o que é lixo para uns, para outros, é um tesouro."

"Sempre fui fascinado por computadores. Sonhei com um computador Gateway, mas não podíamos comprá-lo."

Na ocasião, seu pai o levou a uma loja de segunda mão, onde convenceu o vendedor a lhes vender um computador velho e danificado, pelo qual pagaram US$ 24.


Computador que Freddie ganhou de presente quando tinha nove anos
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil

"Fiquei feliz. Como não ligava, desmontei e percebi que um componente estava quebrado e tudo fluía naturalmente. Meu pai trabalhava na manutenção e tinha muitas coisas à disposição, como pistolas de solda, rádios, relógios…"

"Peguei partes de um rádio-relógio e as soldei e depois de cerca de 50 tentativas finalmente consegui fazer o computador funcionar. Foi então que eu soube que aquilo era o que queria fazer na minha vida."

"Aquele computador apagou toda a dor do bullying que sofri. Enquanto estava sendo intimidado na escola, pensei o quanto queria ir para casa jogar no meu computador.

"Aprendi a programar quando tinha 10 ou 11 anos e comecei a escrever programas básicos. Foi meu ponto de partida."



Freddie foi adotado por casal de idosos logo após nascer
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil
Consertando computadores

Pouco depois de aprender a linguagem dos computadores, Figgers conseguiu seu primeiro emprego. Aos 12 anos.

"Eu frequentava um curso depois da escola em um laboratório de computadores".

"Não havia técnico de informática, então quando uma máquina parava de funcionar, eles a desligavam e empilhavam com as outras danificadas. Eu pegava e substituía as partes danificadas de uma pelas partes boas de outra."

Na época, a diretor-executiva do programa era a prefeita da cidade de Quincy e, ao ver o que Freddie havia feito, ficou surpresa, pediu permissão aos pais dele e levou-o à Prefeitura.

Eles tinham dezenas de computadores quebrados lá e Freddie se dedicou a consertá-los indo ao local todos os dias depois da escola. Ele recebia US$ 12 por hora, mas "não era tanto pelo dinheiro... eu me divertia muito!"

Três anos depois, quando tinha 15 anos e ainda trabalhava para a Prefeitura, uma empresa ofereceu um programa de monitoramento de medidores de pressão de água por US$ 600 mil. Os funcionários acharam melhor confiá-lo a Freddie, que criou o programa de que precisavam com o mesmo salário que estavam pagando a ele.

Foi então que ele tomou uma decisão.

"Na época eu estava entediado com a escola, então decidi sair e começar meu próprio negócio, embora meus pais discordassem."


Quando Freddie tinha 17 anos, Nathan, seu pai, adoeceu com Alzheimer, doença que afeta o juízo e a consciência do paciente.

"Lembro-me de uma noite em que fomos dormir depois de assistir a um filme de caubói de que ele gostava muito, e às 2h ele me acordou, rifle na mão, convencido de que era o herói do filme, me dizendo que eu precisava deixar a cidade. Consegui tirar o rifle dele e colocá-lo na cama, mas na manhã seguinte ele tinha sumido."

"Ele saía de casa achando que o perseguiam e às vezes esquecia de colocar a camisa ou a calça, mas percebi que ele não parava de calçar os sapatos, então abri as solas deles, coloquei um circuito nelas, com um microfone, um alto-falante e uma placa de rede de amplo alcance e integrada com o meu laptop."

"Isso tudo foi antes da existência da Apple ou do Google Maps, então eu o integrei ao TomTom para que, quando meu pai desaparecesse, eu pudesse apertar um botão no meu computador e saber onde ele estava."

"Então ele me respondia não sei onde estou, assim que falava algo eu sabia se ele estava de pé, sentado ou deitado no chão".



Sapatos do pai de Freddie se tornaram um meio de comunicação e um dispositivo para localizá-lo
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil

O GPS que ele criou também permitiu que ele soubesse exatamente onde Nathan estava.

Chegou o momento em que a família começou a insistir para que ele fosse colocado em uma casa de repouso, mas Freddie não permitiu. Ele levava o pai para todos os lugares.

"Ele não me abandonou, então eu não o abandonaria."

Jovem e pioneiro
Alguns anos depois, Freddie vendeu a tecnologia de calçados inteligentes que havia criado para cuidar de seu pai por mais de US$ 2 milhões. Mas foi nessa época que a saúde de Nathan piorou e ele morreu.

Freddie nunca pôde comprar para ele o carro e o barco de pesca de que ele tanto gostava.

"Foi então que aprendi que o dinheiro nada mais é do que uma ferramenta e decidi fazer todo o possível para tentar deixar o mundo melhor quando for a minha vez de partir, porque meu pai, sem ser rico, teve impacto na vida de muitas pessoas, e eu queria fazer o mesmo."

E Freddie tinha um plano: lançar uma empresa de telecomunicações porque havia detectado uma lacuna no mercado: grandes empresas não investiam em áreas rurais como a que ele morava - Norte da Flórida, Geórgia do Sul - então não havia infraestrutura para os moradores desfrutarem de conexões rápidas.


"A maioria das pessoas ainda usava uma conexão discada para acessar a Internet. Então, após 394 tentativas, a FCC finalmente me concedeu uma licença."

A FCC é a Comissão Federal de Comunicações, uma agência estadual independente dos Estados Unidos, sob a responsabilidade direta do Congresso. O órgão é responsável pela regulamentação (incluindo censura) das telecomunicações interestaduais e internacionais por rádio, televisão, redes sem fio, telefones, satélite e cabo.



Freddie Figgers usa seu domínio da tecnologia para ajudar os outros
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Quando Freddie finalmente recebeu sua licença como operador de telecomunicações, aos 21 anos, ele se tornou a pessoa mais jovem e o único afro-americano a obtê-la.

Freddie começou instalando cabos de fibra ótica e construindo torres de telefone com as próprias mãos para construir sua empresa, a Figgers Communications, avaliada em dezenas de milhões de dólares.

Mas seu diferencial é o que ele faz com o dinheiro que ganha.

Cadeia de favores
A Figgers Foundation oferece bolsas de estudo para estudantes afro-americanos e contribui com ajuda humanitária. Durante a pandemia de covid-19, ela forneceu equipamentos de proteção individual e ferramentas de aprendizagem digital para crianças carentes.

Freddie, por sua vez, continua inventando produtos para a saúde, como os sapatos tecnológicos que criou para o pai.

A inspiração para outra de suas invenções foi outra experiência traumática que teve quando tinha oito anos, quando seus pais foram visitar o tio de Betty May e o encontraram morto por um coma diabético.

Catorze anos depois, Freddie criou um programa para tentar prevenir esse tipo de morte.

"Os diabéticos têm que medir seus níveis de açúcar no sangue com regularidade, mas em áreas rurais, como a Geórgia do Sul, onde morava o tio da minha mãe, não havia ninguém para fazer isso. Então, criei um glicosímetro inteligente que, após fazer a medição, ele compartilha os dados com o seu telefone, seus médicos, seus familiares e seu plano de saúde, para que se algo estiver anormal, todos sejam avisados".

Betty May ainda está viva, embora também sofra de Alzheimer. "Ela sempre teve muito orgulho de mim, embora nunca tenha entendido que eu estava trabalhando com computadores... ela pensava que eu estava trabalhando com videocassetes!"

Seu conselho aos outros: "Não deixe que as circunstâncias definam quem você é e dê oportunidades aos outros."

(Fonte: Jo Fidgen - BBC News Brasil ) - 22/02/2021
JBL lança fone JR310BT para crianças e promete até 30 horas de bateria

Além do JR310BT com Bluetooth 5.0, a JBL anunciou o lançamento do JR310, versão mais simples com fio

A JBL anunciou nesta terça-feira (9) novos fones da linha JBL JR para o público infantil. O JR310BT é o mais completo com Bluetooth integrado, bateria de longa duração e adesivos para personalizar o gadget. A empresa também está trazendo para o Brasil o JR310, versão com fio e mais em conta.



JBL JR310BT
Foto: Divulgação/JBL / Tecnoblog

Os dois fones chegam ao mercado para substituir os modelos antecessores (JR 300 e o JR 300BT). O JR310BT vem personalizado em duas cores (azul e vermelho) e pesa 115 gramas. Além da personalização, a autonomia do produto chama a atenção, isso porque ele tem bateria de 400 mAh que garante até 30 horas de reprodução. A empresa não informa com exatidão o tempo de recarga, mas diz que ele chega aos 100% "em menos de duas horas".

Completam as especificações Bluetooth 5.0, microfone integrado, botões de controle na concha e Safe Sound, recurso que não deixa o som superar os 85 dB. O novo JR310BT já aparece no site oficial da marca por R$ 289.

JBL JR310: opção mais acessível, mas com fio



JBL JR310 com fio
Foto: Divulgação/JBL / Tecnoblog

A JBL também anunciou o JR310, que é uma versão mais simples sem Bluetooth. Ele tem plugue de áudio de 3,5 mm, controle remoto e microfone. De acordo com a empresa, o JR310 conta com cabo plano que ajuda a evitar emaranhados. Essa versão também já está à venda no Brasil e tem preço sugerido de R$ 159.

A JBL diz que os novos produtos podem atender crianças e jovens em atividades diárias, como na rotina escolar e durante o EAD, especialmente.

(Fonte: Darlan Helder - Tecnoblog) - 10/02/2021
Notebook com 7 telas tem Intel Core i9 e pesa mais de 10 kg

Aurora 7 é um protótipo de notebook que possui sete telas, pesa mais de 10 kg e ficha técnica com processador Intel Core 9

A empresa britânica Expanscape apresentou um protótipo de notebook que foge bastante do convencional. Trata-se do Aurora 7, um laptop que possui sete telas e pesa mais de 10 kg. O computador "portátil" ainda conta com especificações de ponta, como o processador Intel Core i9 e a memória RAM de 64 GB.



Aurora 7 é um protótipo de notebook com sete telas
Foto: Divulgação/Expanscape / Tecnoblog

Notebook tem sete telas e pesa mais de 10 kg
O notebook chama a atenção pela quantidade de monitores. Enquanto os laptops tradicionais possuem somente um display, o Asus ZenBook Duo tem dois e o notebook gamer da Razer apresentado em 2017 tem três, o Aurora 7 conta com sete telas.

O conjunto de painéis é formado por quatro de 17,3 polegadas (resolução de 3.840 x 2.160 pixels) e mais três de 7 polegadas (1.920 x 1.200 pixels). O outro chamariz fica pelas suas dimensões nada portáteis: fechado, o Aurora 7 tem 51 cm de comprimento, 34 cm de largura e 11 cm de altura. O computador pesa cerca de 12 kg.

A ficha técnica traz o processador Intel Core i9 (9900K), RAM de 64 GB, placa de vídeo Nvidia GTX 1060, HDD de 2 TB e um total de 2,5 TB em SSD. E para manter tudo isso de pé, o computador possui duas baterias: uma de 82 Wh para o notebook em si e outra de 148 Wh só para alimentar os monitores.

O computador experimental da Expanscape conta com três portas USB 3.1, uma Thunderbolt e uma entrada HDMI para caso o usuário precise de mais uma tela (nunca se sabe, certo?). O notebook também possui uma webcam de 2 megapixels e conectividade Wi-Fi (802.11 ac) e Bluetooth 4.2.

A Expanscape ainda está trabalhando em um terceiro protótipo do Aurora 7. Neste caso, o computador está previsto para trazer o processador Intel Core i9 (10900k) ou AMD Ryzen 9 (3950x), até 128 GB de RAM e a placa Nvidia RTX 2070.

Pix, usado também como app de mensagem, pode enviar código HTML

Banco Central faz nova exigência sobre anotações via Pix, mas ainda libera código HTML; recurso é usado por quem é "pixsexual"

Desde o início do ano, vêm surgindo algumas aplicações curiosas para o Pix: há quem se defina "pixsexual" e compartilhe sua chave para receber cantadas (e dinheiro) dos seguidores; e há quem envie transferências de R$ 0,01 com mensagens para a pessoa amada. O recurso de anotações também tem um lado perigoso: é possível enviar código HTML para os contatos, potencialmente abrindo espaço para golpes.



Pix (Imagem: Divulgação / Banco Central)
Foto: Tecnoblog

Em comunicado ao Tecnoblog, o Banco Central explica que incluiu a obrigação de os participantes do Pix admitirem somente tags HTML seguras no texto das anotações. A regra começou a valer em 15 de janeiro de 2021.

Isso consta nos Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário, que fazem parte do regulamento do Pix. "O campo Descrição deve ser sanitizado e só admitir tags HTML seguras", diz a versão mais recente do documento.

Como funcionam as anotações via Pix
O Tecnoblog testou as anotações do Pix em 10 instituições financeiras, incluindo Itaú, Bradesco, Santander, Nubank, Caixa, Banco do Brasil, Inter e C6 Bank. Em nossa análise, notamos que a implementação desse recurso é bem inconsistente.

É possível enviar código HTML através do Pix via Nubank, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa. Ou seja, o destinatário pode receber algo como o exemplo abaixo:

Clique aqui

Se o app do banco renderizar isso, esse texto se tornaria um link clicável que poderia levar o usuário a um site de phishing para roubar dados.

Dos 10 bancos que analisamos, nenhum converte HTML para links clicáveis. No entanto, ainda permanece o potencial para abuso; existem 734 instituições credenciadas para o Pix, e cada uma implementa essa função de forma diferente.

BC pode punir bancos que não exibem anotações do Pix



Nubank exibe código HTML enviado via Pix; Itaú remove caracteres (Imagem: Reprodução)
Foto: Tecnoblog

O melhor seria fazer o mesmo que o Itaú, que envia anotações via Pix removendo caracteres como <, / e = usados para gerar links. Ou seja, o exemplo acima chegaria ao destinatário apenas como:

a href="golpe.com"Clique aquia

Isso supondo que a anotação vai chegar ao destinatário. Caixa e Santander simplesmente não recebem mensagens via Pix; enquanto Inter e C6 não recebem nem enviam esse tipo de dado.

O BC afirma ao Tecnoblog que todas as instituições com Pix devem enviar a mensagem se ela for inserida no momento da iniciação. "Os participantes que não cumprirem essa exigência estão sujeitos às penalidades previstas no Regulamento do Pix", diz o comunicado.

O Banco Central faz poucas exigências técnicas para as anotações do Pix. Como explica a documentação oficial, a mensagem fica contida no campo "infoAdicionais", do tipo string, que pode ter até 72 caracteres (dependendo do tamanho da chave Pix). Seu uso é opcional, ou seja, o cliente não precisa preencher esse campo.

Spam via Pix?



Pix (Imagem: Divulgação/Banco Central)
Foto: Tecnoblog

A funcionalidade de mensagem foi pensada para algo bem mais simples, como "minha parte do churrasco" ou "um presente pra vc". No entanto, a utilização no mundo real provavelmente ultrapassou o escopo que o BC imaginava.

Por exemplo, no início do mês, tivemos um relato de Matheus Siqueira no Twitter: "meu primo terminou com a namorada porque ela o traiu, aí ele bloqueou EM TUDO; pra conseguir falar com ele, ela começou a mandar vários Pix de 1 centavo com mensagens pedindo desculpa".

O BC explicou à Folha que não dará a opção de bloquear pagamentos para evitar esse tipo de situação: "o que o usuário pode fazer é configurar o aplicativo da instituição na qual mantém a conta para não receber a notificação".

Pixsexual
Isso talvez abrisse a possibilidade de spam via Pix, especialmente porque o BC exige que os bancos mostrem a descrição que acompanha cada transação. No entanto, como mostramos acima, alguns clientes ainda não recebem essas mensagens.

Além disso, certas pessoas estão atrás exatamente desse tipo de interação. Há quem revele sua chave Pix - como CPF, e-mail ou número de celular - para receber dinheiro e até mensagens de possíveis interesses românticos. São os chamados "pixsexuais".

No entanto, o BC avisa à CNN Brasil que "o Pix é um meio de pagamento, não uma rede social". O órgão também pede cuidado ao compartilhar chaves Pix na internet, porque podem envolver dados pessoais sensíveis. A recomendação é usar uma chave aleatória, que é um pouco menos prática, porém é mais segura.

(Fonte: Felipe Ventura) - 25/01/2021
Listando: 5 de 1178

Anuncie

Sobre o Portal da Santa Ifigênia

O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.