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Smartwatch Huawei Watch GT 2 Pro: no caminho certo

Huawei Watch GT 2 Pro ainda pode decepcionar em recursos de smartwatch, mas o modelo mostra que a empresa está evoluindo


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog

A cada nova geração, a Huawei tem aprimorado os seus smartwatches da linha GT. O novo Huawei Watch GT 2 Pro chega ao mercado para corrigir aquela impressão de produto limitado dos antecessores e não apenas se destacar pela sofisticação. A empresa agora entrega um relógio que conversa melhor com o sistema iOS, adicionou microfone e alto-falante para ligações e músicas, entretanto ele segue sem suporte para aplicativos de terceiros.

Custando a partir de R$ 1.800 e podendo chegar aos R$ 2.299, será que este relógio é uma boa opção? Melhor economizar em um modelo da Samsung ou da Xiaomi? Eu testei o Huawei Watch GT 2 Pro e compartilho a minha experiência de uso neste review completo.

O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.

O Watch GT 2 Pro foi fornecido pela Huawei por empréstimo e será devolvido à empresa após os testes. Para mais informações, acesse tecnoblog.net/etica.

Design e tela
O Huawei Watch GT 2 Pro é um dos relógios mais bonitos que eu já testei; não é segredo para ninguém o quanto a empresa investe na construção e consegue projetar belos vestíveis. A assinatura Pro não só está relacionada às funcionalidades do dispositivo, digo isso porque ele tem uma proposta premium com materiais de qualidade. Assim como o Garmin Fenix 6, o GT 2 Pro tem tela com vidro de safira, enquanto a caixa é de titânio e a parte inferior é de cerâmica brilhante, muito bonita, aliás.


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog

A empresa afirma que todo esse material foi empregado para garantir maior resistência e durabilidade. O relógio, no entanto, ainda é muito parecido com os outros modelos da marca, como o GT 2 e o GT 2e, mas isso não é um problema. A Huawei colocou dois botões na lateral direita: o primeiro acessa o menu e o segundo é configurável e, como padrão de fábrica, ele já vem dando acesso aos modos de treino.

Eu testei o modelo preto noite que é meio discreto e não chama tanta a atenção, graças ao visual tradicional. Você pode até trocar a pulseira, mas eu sinto que o vestível da Huawei não combina com pulseiras coloridas, com uma pegada mais pop, então é melhor recorrer aos acessórios menos chamativos.


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog
A tela AMOLED de 1,39 polegada (454 x 454 pixels) tem brilho forte, excelente definição e os meus testes na rua fizeram eu ter certeza que a visualização em local aberto é ótima. Até aqui, nenhuma novidade, principalmente se você acompanhou as nossas análises anteriores de relógios Huawei: a chinesa continua entregando um painel de primeira linha sem nenhum problema visível.

Recursos e experiência de uso
Entramos no tópico de recursos e experiência de uso. Desta vez, o meu teste foi um pouco diferente, porque eu comecei a frequentar a academia para melhorar o meu condicionamento físico. E, para esse tipo de objetivo, o Huawei Watch GT 2 Pro pode ser uma boa opção, levando em consideração a quantidade de modos de exercício disponíveis, que deve atender todo mundo, sem exceção.


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog

Elíptico, remo, treino de força, spinning, crossfit, aeróbica e dança de rua são alguns dos modos oferecidos. De acordo com a Huawei, o usuário encontrará mais de 100 atividades no relógio. E, para quem faz exercícios na água, o GT 2 Pro é resistente à água em até 50 metros, então você pode mergulhar sem muitos bloqueios.

O smartwatch detecta o treino automaticamente quando a pessoa começa a fazer o exercício. Mas isso não ocorre de forma instantânea e ele precisa de alguns minutos para identificar o que a pessoa está praticando, pelo menos foi assim quando testei com o elíptico.


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog

Sobre as funções de saúde, o Watch GT 2 Pro não é tão completo quanto um Apple Watch Series 6, mas os recursos embarcados no produto da Huawei são bem interessantes. O sensor de batimentos cardíacos se mostrou confiável e os números correspondiam com a minha atividade na academia e com a caminhada na rua. O SpO2, para medir a saturação de oxigênio no sangue, funciona muito bem e mantém um histórico completo de medições.

Eu já elogiei o monitor de sono da Huawei em outros reviews e isso não muda aqui: o recurso me encanta pela precisão, atuação e detalhamento. O acompanhamento de estresse é legal, mas sinto que ele não agrega tanto na prática e poderia trazer mais dados e até compartilhar dicas. A verdade é que eu até esquecia da existência dele em alguns momentos.



Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog
Para testar o GPS, eu fiz uma caminhada simples de 30 minutos a uma velocidade média de 3,40 km/h, de acordo com o relógio. Após a atividade, eu pude constatar que o Huawei Watch GT 2 Pro pode se perder um pouco nas curvas, porém nada radical, e a atuação permaneceu satisfatória mesmo em locais com vários prédios residenciais.

Recursos de smartwatch
Em recursos de smartwatch, este é mais um relógio inteligente da Huawei sem suporte a aplicativos de terceiros. A ausência deles faz o Watch GT 2 Pro ficar muito atrás da concorrência, principalmente quando o comparamos com o Galaxy Watch Active que é R$ 900 mais barato e permite adicionar o Spotify, Strava e outros apps. O GT 2 Pro, no entanto, só pode ser integrado ao Apple Health e ao Google Fit.



Huawei Watch GT 2 Pro e app Huawei Health
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog
Responder notificações também é inviável, enquanto o modelo da Samsung permite. Pode parecer bobeira, mas, na prática, você pode sentir falta desse recurso enquanto o seu celular carrega em outro cômodo distante.



Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog



Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog
Por outro lado, a empresa optou por adicionar microfone e alto-falante no gadget. O usuário pode atender chamadas telefônicas no relógio e conversar com a pessoa do outro lado sem pegar o smartphone. O som consegue ser claro, mas não é alto o suficiente para você ouvir em locais com ruídos intensos. Confesso que eu usaria pouco esse recurso e penso que ele é mais útil em casos de urgência. O alto-falante também serve para ouvir música, então basta aproveitar os 4 GB de memória e subir as faixas para o vestível, mas a questão é: alguém ainda baixa música?

A lista de contatos, que o relógio exibe, pode ser importada através do aplicativo Huawei Health, para Android e iPhone. Ainda no app ficam os dados da sua saúde e de treino e, sim, a empresa melhorou muito a comunicação do vestível com o sistema iOS. Desta vez, eu consegui usar ele com um iPhone 11 sem problemas de pareamento e ausência de mostradores, erros que presenciei durante a avaliação do Watch GT 2e. A oferta de watchfaces é ampla no app e o usuário pode editar alguns modelos facilmente.

Bateria



Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog
A Huawei não esqueceu da autonomia e fez um bom trabalho nesse quesito, além de oferecer um sistema de carregamento mais amplo. O Watch GT 2 Pro tem uma bateria que pode durar até 14 dias mesmo com uso intenso.

Durante os meus testes, no oitavo dia com ele no pulso ainda tinham cerca de 10% de bateria. Eu deixei todos os recursos acionados, notificações, monitor de sono, estresse, frequência cardíaca e usei o SpO2 em alguns momentos. Aqui, podemos ainda considerar aqueles 30 minutos de caminhada com o GPS ligado e o uso durante a academia. Portanto, o resultado foi satisfatório.

Quanto à alimentação, ele tem suporte a carregamento sem fio e até reverso, então você pode aproveitar o smartphone para alimentar a bateria do relógio. Além disso, uma carga rápida de 5 minutos garante mais 10 horas de uso.

Huawei Watch GT 2 Pro: vale a pena?


Huawei Watch GT 2 Pro
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog

O Huawei Watch GT 2 Pro é um ótimo relógio inteligente para quem quer monitorar o condicionamento físico. A minha experiência com ele durante os exercícios foi muito satisfatória, e ainda destaco os dados detalhados que são fáceis de entender lá no app Huawei Health. Entretanto, devo dizer que os recursos de smartwatch do GT 2 Pro desapontam, o que é triste para um relógio tão caro.

NFC, por exemplo, é uma tecnologia que tinha que estar aqui, visto que relógios mais baratos permitem pagar por aproximação. Não permitir que o usuário interaja com as notificações é outra limitação inaceitável para um smartwatch desta categoria. E é considerando tudo isso que devo reconhecer que o Galaxy Watch Active acaba sendo a melhor opção ao lado do Apple Watch SE, esse último para quem usa iPhone, especialmente.

O Huawei Watch GT 2 Pro é um bom gadget, mas que só faz sentido, mesmo, para você que busca apenas monitorar o seu treino e a sua saúde, nada mais além disso.

(Fonte: Darlan Helder) - 04/03/2021
“Netflix será a próxima gigante corporativa a investir em Bitcoin”, diz Tim Draper

O bilionário e pioneiro dos empreendimentos nos EUA Tim Draper, prevê a que a Netflix será a próxima gigante corporativa a investir em bitcoin (BTC).

Draper comentou que se ele estivesse administrando as finanças de uma gigante corporativa, ele estaria olhando o BTC como um hedge potencial contra várias coisas.

A adoção institucional impulsiona as criptomoedas, principalmente após o PayPal começar a oferecer ativos digitais.

Segundo o Daily Hodl, Tim Draper afirma que “se eu for o CFO de uma dessas grandes organizações, diria ‘Temos que possuir X% em Bitcoin’ porque é uma proteção contra outra moeda se tornar a moeda do futuro, e também é uma proteção contra a inflação, ainda mais com o governo que continua imprimindo mais dinheiro”.

Para o bilionário, o CEO da Netflix, Reed Hastinngs, se encaixa no perfil de quem decide colocar bitcoin no balanço da empresa.

“Você sabe quem pode ser? Netflix. Acho Reed Hastings um cara muito inovador e com um pensamento muito criativo e acho que ele ainda controla as rédeas da Netflix, então acho que esse pode ser o próximo grande a cair”, declara Draper.

O Google até poderia fazer algo parecido, segundo o bilionário, mas Google, Facebook e Apple estão tentando criar uma moeda centralizada.

“E a Amazon provavelmente começará a aceitar Bitcoin…”, afirmar o bilionário.

As organizações cada vez mais adotaram bitcoin à medida que buscam maneira de cumprir suas responsabilidades fiduciárias.

“Você sabe quem mais vai ter que fazer isso são todas as pessoas que são fiduciárias e têm que cuidar do dinheiro das pessoas”, declara Draper.

Jim continua dizendo que “Eles terão que possuir alguns Bitcoins porque… Eles são fiduciários, precisam entender todos os mercados e ver onde há ganho potencial, perda potencial, necessidade de hedge, tudo isso”.

Tim Draper é um pioneiro de empreendimentos nos EUA e cofundador da Draper Fisher Jurvetson (DFJ) Venture Company, que tem uma posição de liderança em termos de investimentos de risco em empresas tecnológicas que estão nos estágios iniciais de desenvolvimento.

(Fonte: by Criptonizando) - 04/03/2021
O americano abandonado no lixo quando bebê que se tornou milionário da tecnologia

Acolhido por casal de idosos, Freddie Figgers se tornou a pessoa mais jovem nos Estados Unidos e único afro-americano a obter licença como operador de telecomunicações.



Freddie Figgers era chamado de bebê do lixo quando criança
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

O americano Freddie Figgers construiu uma empresa que vale hoje US$ 62 milhões (R$ 334 milhões).

Mas seu caminho para se tornar um milionário não foi nada fácil.

Freddie foi abandonado quando bebê ao lado de latas de lixo na zona rural do Estado americano da Flórida, nos Estados Unidos.

"As crianças zombavam de mim; chamavam-me de garbage baby (bebê do lixo, em português), falavam ninguém te ama... você é sujo. Lembro-me de quando descia do ônibus escolar e elas me agarravam e me jogavam em latas de lixo, rindo de mim", disse ele ao programa Outlook, da BBC.

"Chegou a ponto que meu pai teve que me esperar no ponto de ônibus e me acompanhar até em casa. E as crianças me perturbavam ainda mais, zombando dele: Ha ha! Olha aquele velhote de bengala.

O pai de Freddie, Nathan, tinha 74 anos e sua mãe, Betty May, 66 quando o acolheram.

Eles tinham seus próprios filhos biológicos e haviam acolhido dezenas de outras crianças ao longo dos anos — muitas delas enquanto seus próprios pais estavam na prisão — e planejavam parar quando fossem velhos.

Mas de repente Freddie chegou.

Ele não tinha ninguém quem o quisesse, então eles o adotaram e o criaram como se fosse seu filho.

Quando Freddie começou a fazer perguntas, Nathan contou sua história.

"Ele disse: Vou contar sem rodeios. Sua mãe biológica te abandonou e, como eu e Betty não queríamos te mandar para abrigos, nós te adotamos. Me senti um lixo e sempre me lembro de quando meu pai me agarrou pelos ombros e disse: Nunca deixe isso te aborrecer".


Betty May e Nathan Figgers decidiram não acolher mais crianças... até que Freddie chegou
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil

"Meus pais me deram todo o amor que alguém poderia desejar. Eles fizeram tudo por mim. Nunca senti a necessidade de procurar minha família biológica porque minha mãe e meu pai, minha Betty e meu Nathan, eram tudo para mim, eu os amava."

"São ótimas pessoas. Me ensinaram a ser íntegro, a sempre fazer a coisa certa, a nunca esquecer minhas origens. Vi meu pai sempre ajudando as pessoas, parando no caminho para atender estranhos, alimentando os sem-teto..."

"Ele era um homem incrível e eu quero ser como ele."

Do lixo à riqueza
Nathan tinha dois empregos, como técnico de manutenção. Já Betty May era agricultora e, embora o casal não tivesse muito dinheiro, quando Figgers tinha nove comprou para ele um presente que mudaria sua vida: um computador Macintosh… quebrado.

"Nos fins de semana eu ia com meu pai fazer o que chamamos de mergulho no lixo, andando por bairros diferentes em busca de coisas que as pessoas jogariam fora, como diz o ditado: o que é lixo para uns, para outros, é um tesouro."

"Sempre fui fascinado por computadores. Sonhei com um computador Gateway, mas não podíamos comprá-lo."

Na ocasião, seu pai o levou a uma loja de segunda mão, onde convenceu o vendedor a lhes vender um computador velho e danificado, pelo qual pagaram US$ 24.


Computador que Freddie ganhou de presente quando tinha nove anos
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil

"Fiquei feliz. Como não ligava, desmontei e percebi que um componente estava quebrado e tudo fluía naturalmente. Meu pai trabalhava na manutenção e tinha muitas coisas à disposição, como pistolas de solda, rádios, relógios…"

"Peguei partes de um rádio-relógio e as soldei e depois de cerca de 50 tentativas finalmente consegui fazer o computador funcionar. Foi então que eu soube que aquilo era o que queria fazer na minha vida."

"Aquele computador apagou toda a dor do bullying que sofri. Enquanto estava sendo intimidado na escola, pensei o quanto queria ir para casa jogar no meu computador.

"Aprendi a programar quando tinha 10 ou 11 anos e comecei a escrever programas básicos. Foi meu ponto de partida."



Freddie foi adotado por casal de idosos logo após nascer
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil
Consertando computadores

Pouco depois de aprender a linguagem dos computadores, Figgers conseguiu seu primeiro emprego. Aos 12 anos.

"Eu frequentava um curso depois da escola em um laboratório de computadores".

"Não havia técnico de informática, então quando uma máquina parava de funcionar, eles a desligavam e empilhavam com as outras danificadas. Eu pegava e substituía as partes danificadas de uma pelas partes boas de outra."

Na época, a diretor-executiva do programa era a prefeita da cidade de Quincy e, ao ver o que Freddie havia feito, ficou surpresa, pediu permissão aos pais dele e levou-o à Prefeitura.

Eles tinham dezenas de computadores quebrados lá e Freddie se dedicou a consertá-los indo ao local todos os dias depois da escola. Ele recebia US$ 12 por hora, mas "não era tanto pelo dinheiro... eu me divertia muito!"

Três anos depois, quando tinha 15 anos e ainda trabalhava para a Prefeitura, uma empresa ofereceu um programa de monitoramento de medidores de pressão de água por US$ 600 mil. Os funcionários acharam melhor confiá-lo a Freddie, que criou o programa de que precisavam com o mesmo salário que estavam pagando a ele.

Foi então que ele tomou uma decisão.

"Na época eu estava entediado com a escola, então decidi sair e começar meu próprio negócio, embora meus pais discordassem."


Quando Freddie tinha 17 anos, Nathan, seu pai, adoeceu com Alzheimer, doença que afeta o juízo e a consciência do paciente.

"Lembro-me de uma noite em que fomos dormir depois de assistir a um filme de caubói de que ele gostava muito, e às 2h ele me acordou, rifle na mão, convencido de que era o herói do filme, me dizendo que eu precisava deixar a cidade. Consegui tirar o rifle dele e colocá-lo na cama, mas na manhã seguinte ele tinha sumido."

"Ele saía de casa achando que o perseguiam e às vezes esquecia de colocar a camisa ou a calça, mas percebi que ele não parava de calçar os sapatos, então abri as solas deles, coloquei um circuito nelas, com um microfone, um alto-falante e uma placa de rede de amplo alcance e integrada com o meu laptop."

"Isso tudo foi antes da existência da Apple ou do Google Maps, então eu o integrei ao TomTom para que, quando meu pai desaparecesse, eu pudesse apertar um botão no meu computador e saber onde ele estava."

"Então ele me respondia não sei onde estou, assim que falava algo eu sabia se ele estava de pé, sentado ou deitado no chão".



Sapatos do pai de Freddie se tornaram um meio de comunicação e um dispositivo para localizá-lo
Foto: Freddie Figgers / BBC News Brasil

O GPS que ele criou também permitiu que ele soubesse exatamente onde Nathan estava.

Chegou o momento em que a família começou a insistir para que ele fosse colocado em uma casa de repouso, mas Freddie não permitiu. Ele levava o pai para todos os lugares.

"Ele não me abandonou, então eu não o abandonaria."

Jovem e pioneiro
Alguns anos depois, Freddie vendeu a tecnologia de calçados inteligentes que havia criado para cuidar de seu pai por mais de US$ 2 milhões. Mas foi nessa época que a saúde de Nathan piorou e ele morreu.

Freddie nunca pôde comprar para ele o carro e o barco de pesca de que ele tanto gostava.

"Foi então que aprendi que o dinheiro nada mais é do que uma ferramenta e decidi fazer todo o possível para tentar deixar o mundo melhor quando for a minha vez de partir, porque meu pai, sem ser rico, teve impacto na vida de muitas pessoas, e eu queria fazer o mesmo."

E Freddie tinha um plano: lançar uma empresa de telecomunicações porque havia detectado uma lacuna no mercado: grandes empresas não investiam em áreas rurais como a que ele morava - Norte da Flórida, Geórgia do Sul - então não havia infraestrutura para os moradores desfrutarem de conexões rápidas.


"A maioria das pessoas ainda usava uma conexão discada para acessar a Internet. Então, após 394 tentativas, a FCC finalmente me concedeu uma licença."

A FCC é a Comissão Federal de Comunicações, uma agência estadual independente dos Estados Unidos, sob a responsabilidade direta do Congresso. O órgão é responsável pela regulamentação (incluindo censura) das telecomunicações interestaduais e internacionais por rádio, televisão, redes sem fio, telefones, satélite e cabo.



Freddie Figgers usa seu domínio da tecnologia para ajudar os outros
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Quando Freddie finalmente recebeu sua licença como operador de telecomunicações, aos 21 anos, ele se tornou a pessoa mais jovem e o único afro-americano a obtê-la.

Freddie começou instalando cabos de fibra ótica e construindo torres de telefone com as próprias mãos para construir sua empresa, a Figgers Communications, avaliada em dezenas de milhões de dólares.

Mas seu diferencial é o que ele faz com o dinheiro que ganha.

Cadeia de favores
A Figgers Foundation oferece bolsas de estudo para estudantes afro-americanos e contribui com ajuda humanitária. Durante a pandemia de covid-19, ela forneceu equipamentos de proteção individual e ferramentas de aprendizagem digital para crianças carentes.

Freddie, por sua vez, continua inventando produtos para a saúde, como os sapatos tecnológicos que criou para o pai.

A inspiração para outra de suas invenções foi outra experiência traumática que teve quando tinha oito anos, quando seus pais foram visitar o tio de Betty May e o encontraram morto por um coma diabético.

Catorze anos depois, Freddie criou um programa para tentar prevenir esse tipo de morte.

"Os diabéticos têm que medir seus níveis de açúcar no sangue com regularidade, mas em áreas rurais, como a Geórgia do Sul, onde morava o tio da minha mãe, não havia ninguém para fazer isso. Então, criei um glicosímetro inteligente que, após fazer a medição, ele compartilha os dados com o seu telefone, seus médicos, seus familiares e seu plano de saúde, para que se algo estiver anormal, todos sejam avisados".

Betty May ainda está viva, embora também sofra de Alzheimer. "Ela sempre teve muito orgulho de mim, embora nunca tenha entendido que eu estava trabalhando com computadores... ela pensava que eu estava trabalhando com videocassetes!"

Seu conselho aos outros: "Não deixe que as circunstâncias definam quem você é e dê oportunidades aos outros."

(Fonte: Jo Fidgen - BBC News Brasil ) - 22/02/2021
Bitcoin atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão após novo recorde de preço

Bitcoin (BTC) atingiu seu maior preço da história hoje, de US$ 55 mil; valor de mercado do ativo bate US$ 1 trilhão

O preço do bitcoin (BTC) bateu mais um recorde nesta sexta-feira (19). A criptomoeda superou os US$ 55 mil enquanto seu valor de mercado ultrapassou pela primeira vez na história o marco de US$ 1 trilhão. Apenas no dia de hoje, o ativo se valorizou em mais de US$ 4 mil, alimentado pela alta demanda de compra e pela atual escassez de oferta no mercado.


Bitcoin supera R$ 300 mil
Foto: Moose Photos/Pexels / Tecnoblog

Segundo dados do CoinMarketCap, a capitalização do bitcoin atingiu o recorde de US$ 1 trilhão. O índice CoinDesk também mostra que a criptomoeda chegou no maior preço de sua história hoje, valendo US$ 55,2 mil. Além do recorde de preço em dólares, o bitcoin atinge hoje um importante marco em reais, superando os R$ 300 mil no final desta tarde de sexta-feira.


Valor de mercado do bitcoin (BTC) ultrapassa US$ 1 trilhão (
Foto: Reprodução/CoinMarketCap / Tecnoblog

Alta demanda e baixa oferta
Desde o começo de 2021, a criptomoeda acumula uma valorização de 90%. As razões para isso são muitas. Um dos principais motivos é o mecanismo chamado de "halving", natural do programa do bitcoin, que a cada quatro anos reduz a taxa de mineração do ativo. Consequentemente, a oferta da moeda diminui.

Porém, a demanda por bitcoin neste ano tem sido a maior já registrada. O halving foi ativado em meados de 2020, mas seus efeitos só começaram a ser sentidos quando grandes empresas entraram no mercado de criptomoedas.

Grandes investidores almejam o bitcoin
O PayPal foi um divisor de águas. Umas das maiores plataformas de pagamentos do mundo todo incluiu suporte a negociações com criptomoedas na segunda metade de 2020 e facilitou o acesso aos ativos digitais para milhões de usuários. A partir daí, outras empresas gigantes do mercado começaram a investir em criptoativos.

A compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin pela Tesla é o mais importante evento recente no mercado de criptomoedas que impulsionou o preço do ativo. Após a empresa de Elon Musk, a MicroStrategy, desenvolvedora de software empresarial, também anunciou que reservou US$ 600 mil para comprar o criptoativo.

CEO da Binance comenta recordes do bitcoin
Changpeng Zhao, o CEO da Binance (uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo), comentou o preço recorde do criptoativo em nota à imprensa enviada ao Tecnoblog: "12 meses atrás, 1 bitcoin custava US$ 9.844 (média diária). Nesse período, ele aumentou 408% e seu valor dobrou desde o Natal".

Zhao também afirmou que o mercado é imprevisível e "ninguém sabe para onde ele irá no curto prazo". Porém, ele se mostrou otimista, dizendo que o bitcoin utilizado como reserva de valor a longo prazo tem grande potencial para investidores se protegerem da desvalorização de moedas fiduciárias.

(Fonte: Bruno Ignacio - Tecnoblog) - 22/02/2021
JBL lança fone JR310BT para crianças e promete até 30 horas de bateria

Além do JR310BT com Bluetooth 5.0, a JBL anunciou o lançamento do JR310, versão mais simples com fio

A JBL anunciou nesta terça-feira (9) novos fones da linha JBL JR para o público infantil. O JR310BT é o mais completo com Bluetooth integrado, bateria de longa duração e adesivos para personalizar o gadget. A empresa também está trazendo para o Brasil o JR310, versão com fio e mais em conta.



JBL JR310BT
Foto: Divulgação/JBL / Tecnoblog

Os dois fones chegam ao mercado para substituir os modelos antecessores (JR 300 e o JR 300BT). O JR310BT vem personalizado em duas cores (azul e vermelho) e pesa 115 gramas. Além da personalização, a autonomia do produto chama a atenção, isso porque ele tem bateria de 400 mAh que garante até 30 horas de reprodução. A empresa não informa com exatidão o tempo de recarga, mas diz que ele chega aos 100% "em menos de duas horas".

Completam as especificações Bluetooth 5.0, microfone integrado, botões de controle na concha e Safe Sound, recurso que não deixa o som superar os 85 dB. O novo JR310BT já aparece no site oficial da marca por R$ 289.

JBL JR310: opção mais acessível, mas com fio



JBL JR310 com fio
Foto: Divulgação/JBL / Tecnoblog

A JBL também anunciou o JR310, que é uma versão mais simples sem Bluetooth. Ele tem plugue de áudio de 3,5 mm, controle remoto e microfone. De acordo com a empresa, o JR310 conta com cabo plano que ajuda a evitar emaranhados. Essa versão também já está à venda no Brasil e tem preço sugerido de R$ 159.

A JBL diz que os novos produtos podem atender crianças e jovens em atividades diárias, como na rotina escolar e durante o EAD, especialmente.

(Fonte: Darlan Helder - Tecnoblog) - 10/02/2021
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Sobre o Portal da Santa Ifigênia

O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.