A Netflix se ofereceu para comprar a finlandesa Next Games, disse a empresa de jogos para celular em comunicado ontem.
“Estamos empolgados com a Next Games se juntar à Netflix como um estúdio principal em uma região estratégica e um mercado de talentos decisivos, expandindo nossas capacidades internas de estúdio de jogos”, disse o vice-presidente de jogos da Netflix, Michael Verdu.
As ações da Next Games subiram 119% para R$ 11,47.
Depois de entrar no mercado de jogos para celular em novembro passado, a gigante do streaming agora planeja investir €$ 65 milhões (R$ 128 milhões) na empresa de jogos, uma oferta recomendada pelo conselho de administração da empresa de jogos para celular, dizia o comunicado.
A oferta significaria um preço de €$ 2,1 por ação, mais que o dobro do preço de fechamento da ação de €$ 0,93 na terça (1) na bolsa de valores Nordic First North.
Netflix se ofereceu para comprar a finlandesa Next Games
Dados do Caged mostram que cidades que concentram empresas ligadas ao setor se saíram melhor na criação de novos postos de trabalho.
Osasco foi um dos destaques em 2021
Foto: Fernando Stankuns / VisualHunt
A inovação tecnológica pode contribuir para a geração de empregos e desenvolvimento econômico de uma cidade inteira. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que municípios que investem na atração de empresas ligadas à tecnologia tiveram bons resultados na geração de empregos, em 2021.
É o caso de Osasco-SP, por exemplo, que no ano passado criou 24 mil novos empregos, saldo 16% maior que o registrado em 2020. Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, teve saldo positivo de 12% em relação a 2020, com um saldo de 7,74 mil novos empregos. Os números são do Ministério do Trabalho e foram divulgados em dezembro pelo governo federal.
“Osasco transitou de uma economia ancorada no setor industrial para uma economia fundamentada nos setores de comércio e serviços. Assim, áreas estratégicas anteriormente ocupadas por indústrias passaram a ceder seus espaços para novos usos, fluxo que se deu não só em Osasco, mas em toda a região metropolitana”, diz Maria Carolinie Cada Cardoso, analista em Inteligência de Mercado e Planejamento Urbano da Urban Systems, empresa que se dedica à análise e estudo de cidades inteligentes.
Fatores como a proximidade da capital paulista e incentivos fiscais tornaram Osasco atraente para empresas ligadas à tecnologia e ao e-commerce, que transferiram para o município suas sedes e/ou centros de distribuição.
“Os setores ligados à tecnologia, que contemplam o desenvolvimento de softwares, hardware e nuvem, por exemplo, têm se expandido em velocidade acelerada, mesmo frente à pandemia, impulsionados pelas necessidades de aperfeiçoamento dos serviços oferecidos por empresas, cidades e diferentes setores da economia”, explica Willian Rigon, sócio-diretor de Marketing da Urban Systems e responsável pelo Ranking Connected Smart Cities.
Segundo ele, muitos empregos podem ser registrados em determinada cidade, mas as atividades são exercidas, de fato, em outro lugar, por conta do trabalho remoto. Esse processo ficou ainda mais comum durante a pandemia. Por exemplo: a sede da empresa de uma pessoa fica em São Paulo, mas ela mora em uma cidade do interior. E trabalha de maneira remota, com auxílio da internet e do telefone.
“Atrair empregos e trazer benefícios para a cidade demanda estratégias complementares, não apenas com subsídios ou isenções para empresas do setor, mas também criando um ecossistema completo que ofereça: infraestrutura de comunicação, capital humano com ambiente acadêmico ou formação profissional, além de investimento em urbanização adequada que proporcione qualidade de vida, atraindo não apenas o emprego, mas o trabalhador para morar no local”, diz Rigon.
“Por se tratarem de empresas geralmente jovens, possuem a cultura de compartilhamento e sustentabilidade social, se integrando às sociedades em que são acolhidas e buscando uma melhoria mútua”, completa ele.
Opinião semelhante tem Marcelo Godinho, sócio-líder em Gestão de Pessoas da consultoria EY. Ele explica que o movimento de descentralização econômica dos grandes centros não é novidade. Cidades como Recife, Belo Horizonte e Florianópolis já eram alvo de grandes empresas para atuação com tecnologia.
“Essas cidades possuem um pacote de ofertas que lhes possibilitam ser objeto de desejo para expansões de empresas outrora focadas no eixo Rio-São Paulo”, diz Godinho. “E quando falo no pacote de ofertas, precisamos olhar naturalmente a disponibilidade da rede de ensino local e sua capacidade de formação de alunos que estão aptos ao mercado de trabalho, assim como a qualidade de vida, a infraestrutura etc”, completa.  
Segundo o consultor da EY, não chega a ser uma surpresa ver cidades despontando fora dos grandes centros urbanos. “O esgotamento das grandes capitais brasileiras impulsiona um interessante movimento de êxodo para cidades até então mais valorizadas como destinos turísticos ou mesmo rotuladas como polos de determinados segmentos do setor produtivo, como mineração, automotivo ou industrial.”
Conheça o cenário atual dos jogos de apostas no Brasil e como a Inteligência Artificial pode criar mecanismos responsáveis para os praticantes
O setor de apostas online está se desenvolvendo de maneira acelerada no Brasil. Isso pode ser observado durante a navegação na web com diversos anúncios de plataformas que estão operando no mercado brasileiro.
Inclusive, algumas delas já estampam camisas oficiais de grandes times do futebol nacional como patrocinadoras. Além disso, neste ano deve acontecer a regulamentação das apostas, potencializando ainda mais o mercado de jogos no Brasil.
Se você quer entender mais sobre como está o cenário dos jogos de apostas no Brasil e como as plataformas estão se articulando para garantir o jogo responsável, chegou ao lugar certo. Reunimos todas as informações necessárias para quem ainda tem dúvidas sobre esse nicho de entretenimento e também trazemos as expectativas de um ano que promete ser transformador para os jogadores que já se divertem.
O que são jogos de apostas online?
Jogos de apostas online incluem desde roleta netbet, blackjack e slots, até apostas esportivas.
Imagem: Divulgação
Pôquer, blackjack e bingos, assim como as apostas esportivas, são alguns dos jogos que fazem parte do leque dessa categoria que ganha cada vez mais adeptos em suas modalidades digitais.
No Brasil, essas atividades são legalizadas desde dezembro de 2018, desde que o site de apostas seja registrado em outro país que permita os jogos. Ou seja, o território nacional ainda não possui uma regulamentação das apostas. Porém, a H2 Gambling Capital já estima que o mercado de apostas no Brasil, somando meios legais e ilegais, movimenta cerca de 2 bilhões de euros por ano (cerca de R$11.997.617.749,56).
Muitas empresas, inclusive aquelas bastante atuantes em outras vertentes dos games, já implementam as apostas no catálogo de entretenimento. Um grande exemplo é a SEGA, estabelecida como uma das maiores provedoras de pachinko no Japão, um jogo de aposta comum no país. Vale mencionar também a Konami.bling Capital, braço da distribuidora focada em consultoria de jogos e apostas.
Logo, cria-se o questionamento: o que falta para o Brasil começar a atingir esse patamar? O que falta para a regulamentação de jogos e o que vem depois dela?
Como funciona o atual mercado de apostas no Brasil?
Projeto de Lei 442/91, que regulamenta os jogos no Brasil, deve ser votado em fevereiro de 2022
Imagem: Divulgação
Desde a legalização dos jogos de apostas em 2018, diversos avanços aconteceram. São cerca de 450 sites atuantes, movimentando cerca de 12 bilhões de reais por ano. Entretanto, sem regulações específicas, o Brasil só conta com arrecadação de forma indireta, caso o apostador faça o saque de dinheiro de volta para o Brasil e declare imposto de renda sobre a atividade.
Logo, as plataformas atuais, todas estrangeiras, geram arrecadação para os países onde estão baseados, não para o Brasil. O que deve mudar isso é o Projeto de Lei 442/91, que regulamenta os jogos de apostas, com previsão para ser votado em fevereiro de 2022.
Atualmente, existem modalidades de apostas populares referentes ao Campeonato Brasileiro, por exemplo, como apostar durante um jogo no próximo escanteio ou cartão amarelo, que, em termos de velocidade e aleatoriedade do resultado, começam a se aproximar de outros jogos de apostas. Todos esses novos tipos de jogos estão sendo introduzidos para atender às preferências dos consumidores em constante evolução.
Esses fatores, paixão pelo futebol e um possível mercado regulamentado, criam um cenário ideal para o desenvolvimento de regras que beneficiem o país de várias maneiras, principalemente no âmbito econômico.
O que muda a partir da regulamentação das apostas?
A regulamentação das apostas muda a base de tributação. Ao considerar o valor do prêmio, a contribuição para a seguridade social e o imposto de renda incidente sobre a premiação, é possível criar cálculos para “repasses legais”, fonte de investimento na educação, segurança pública e entidades desportivas, além dos recursos para cobertura de despesas de custeio e manutenção do operador.
Desta maneira, as licenças serão concedidas por meio de leilões, com responsabilidade fiscalizadora dos jogos por conta de órgão regulador e supervisor federal.
Após a regulamentação, partimos para a etapa da construção de confiança no mercado de jogos, com foco na segurança dos dados e no jogo responsável como potencializadores de crescimento do setor.
Mecanismos de proteção e ferramentas de jogo responsáveis
Fornecedora de softwares de jogos online investe em IA para proteção dos jogadores
Imagem: Reprodução
Um estudo da Playtech, maior fornecedora mundial de softwares de jogos online e apostas esportivas, descobriu que três de cada quatro brasileiros são a favor do uso de Inteligência Artificial (IA) para ajudar a detectar e prevenir problemas de jogo.
No Brasil, 76% dos entrevistados responderam positivamente quando perguntados se as empresas de apostas deveriam usar a Inteligência Artificial para detectar jogadores de risco. Quando perguntados por que se sentiam assim, 51% disseram que, enquanto a privacidade dos dados for protegida, isso garantiria que os jogadores fossem mantidos seguros. Já outros 25% disseram que prevenir problemas de jogo é mais importante do que proteger dados privados.
Quando se trata de problemas de jogo e vício, os brasileiros são cautelosos. Dois terços dos brasileiros consideram o empréstimo de dinheiro para jogar (64%) como a característica comportamental que eles acham mais preocupante entre os jogadores. A segunda e terceira respostas mais populares, com 58% e 57%, respectivamente, foram os traços comportamentais de emprestar dinheiro para jogar, pagar dívidas e mentir para a família. Enquanto isso, 20% temem perder todo o seu dinheiro enquanto apostam online ou se tornam viciados em jogos de azar, destacando a importância de mecanismos de proteção e ferramentas de jogo responsáveis.
Em entrevista ao Showmetech, o diretor de política da Playtech, Francesco Rondano, explica que a possível regulamentação do Brasil tem sido foco da Playtech há bastante tempo. Há um projeto de lei relacionado ao jogo na Câmara dos Deputados que data de 1991, e outro no Senado desde 2014, e estão sendo debatidos até hoje. A implementação da lei e a efetiva abertura do mercado estão agora previstas para este ano, ainda que, dada a complexidade do processo, isso não seja 100% certo.
“O Brasil é particularmente muito importante para nós e para o resto da indústria. O tamanho maciço da oferta de jogos e a forte paixão dos brasileiros por esportes sugerem que tem potencial para se tornar um dos maiores mercados regulamentados do mundo“, comenta Rondano.
“Não só trabalhamos incansavelmente para evitar que o problema de jogo surja, mas também para identificar clientes potencialmente em risco e antedê-los com intervenções de jogo mais seguras sob medida. Essa abordagem de duas pontas de detecção e prevenção precoce é extremamente reforçada pelo uso da IA, que analisa os dados dos jogadores anonimamente e fornece insights valiosos com base em vários tipos de comportamentos do jogador“, frisa Rondano acerca da responsabilidade das empresas que oferecem o serviço de entretenimento.
O braço de análise da Playtech, BetBuddy, é um software capaz de classificar o risco do jogador usando dados anonimizados e learning machine, ao mesmo tempo em que reconhece que todos os jogadores são diferentes. O módulo de IA fornece uma lista de mais de 70 marcadores de risco individuais para cada jogador, permitindo uma intervenção personalizada e mais eficaz.
Existem muitas maneiras de interagir com jogadores em risco, desde mensagens básicas de e-mail até entrevistas pessoais realizadas por especialistas e até psicólogos. Todos os operadores devem poder ativar a intervenção mais adequada em função do nível de risco de cada jogador. “Na Playtech, desenvolvemos uma ferramenta de interação de primeiro nível que está se mostrando muito valiosa. Estamos testando mensagens in-play, geralmente pop-ups, cujo conteúdo é personalizado e adaptado aos marcadores de risco individuais. Em nossos testes, as intervenções personalizadas orientadas por IA provaram ser até vinte e uma vezes mais eficazes no desencadeamento de uma ação de jogo responsável“, afirma o diretor.
Para finalizar, Rondano demonstra desejo por maior cooperação em toda a indústria de jogos. “Existem muitas iniciativas e testes de aprendizado de máquina sendo realizados por diferentes operadores, mas muitas vezes as descobertas não são compartilhadas entre si. Proteger a saúde e melhorar o bem-estar de cada um de nós deve ser um esforço conjunto de toda a indústria, e não uma forma de obter uma possível vantagem competitiva. Ao compartilhar nossos sucessos e especialmente nossos fracassos, podemos aprender coletivamente e tornar a indústria do jogo sustentável a longo prazo“.
Oferecer uma campanha em diversos tipos de mídias é o ideal na hora de alcançar o máximo possível de pessoas; saiba o que é crossmedia
Quando uma empresa ou marca decide criar uma campanha de marketing, é necessário definir o público alvo e a persona que querem alcançar. A partir daí, os passos seguintes precisam ser calculados para definir qual o tipo de mídia é a melhor opção para essa interação. Porém, caso a companhia queira atingir o máximo possível de clientes em potencial, uma alternativa válida é o uso do crossmedia. Saiba mais sobre o assunto nas linhas a seguir.
Definição de crossmedia
Foto: Tecnoblog / Tecnoblog
Divulgar a sua marca em um único canal de mídia é coerente, pois, em teoria, deve diminuir os custos e ainda alcançar mais objetivamente o público alvo esperado. Se o seu produto é consumido por jovens entre 12 e 18 anos, usar as redes sociais acaba sendo uma escolha inteligente com chances maiores de dar certo, por exemplo.
Por outro lado, se a intenção da empresa é atingir um número maior de pessoas dentro de uma demografia mais ampla, então é preciso expandir os canais de sua campanha publicitária. Pense assim: adolescentes vão usar mais o TikTok e o Twitter, mas adultos acima dos 50 anos ainda têm o costume de assistir o jornal da noite. O ideal, então, é apresentar a sua marca tanto nas redes sociais quanto em comerciais de TV.
É aí que entra o conceito de crossmedia.
Seu uso é direcionado a realizar a mesma campanha de marketing através de vários canais de mídia distintos com o intuito de se aproximar do maior número possível de pessoas/clientes.
É claro que isso exige maior planejamento, já que mesmo apresentando a mesma mensagem publicitária, o formato deve ser diferente, produzido especificamente para o veículo em si. Além disso, os custos são maiores, algo que muitas marcas acabam optando por não usar o marketing nesse nível.
Exemplo de crossmedia
Você, provavelmente, já se deparou com campanhas publicitárias que fazem uso do crossmedia. Eu mesmo lembro de ter encontrado vários e nem mesmo reparei na época que se tratava da mesma mensagem em mídias distintas. Essa característica de conexão é uma vantagem desse estilo de marketing, já que faz tudo parecer homogêneo.
Pensando nisso, separei uma campanha recente da Nintendo sobre seu console híbrido: o Switch.
Utilizando a chamada "Anytime, Anywhere" (Qualquer hora, Qualquer lugar), a marca fez uma campanha extensa de crossmedia em diversos veículos. Confira logo abaixo:
Comercial de televisão
https://www.youtube.com/watch?v=zbKZvLi63l4
Vídeo para YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=Ql9Na-KHrsg
Propaganda em revistas sobre games e tecnologia
Página de uma revista
Foto: Reprodução/Reddit / Tecnoblog
Botão de propaganda em sites
Propaganda que pode ser vista em botões em sites diversos
Foto: Reprodução / Tecnoblog
É possível notar que a mensagem sobre o console é clara, mas com o uso do crossmedia, ela traz elementos e formatos diferentes em cada veículo de mídia. Assim, uma quantidade muito maior de pessoas será alcançada, transformando o item em uma parte da cultura de sua época.
É claro que há vários fatores sobre o sucesso do console, porém o uso da campanha certa na hora certa faz parte dos números gigantescos de vendas do Nintendo Switch, sem dúvida.
Mesmo que criar uma campanha de crossmedia é mais custoso e complexo, é importante que uma empresa reflita sobre o seu uso, vantagens e desvantagens. Isso auxilia e direciona os objetivos da marca como um todo. Quanto mais orgânica a mensagem passada for, mais ela ficará na mente das pessoas.
Você conhece outros exemplos desse uso para o marketing? Deixei alguma informação de fora? Conta pra gente a sua opinião!
Apesar de ter já ter sido viável, minerar a criptomoeda em casa hoje em dia é um processo demorado e caro; entenda.
A mineração é o processo por meio do qual novos bitcoins são criados. Embora ela possa ser uma atividade mais lucrativa do que a negociação da criptomoeda em exchanges, hoje em dia ela se tornou praticamente inviável para o investidor comum.
Analistas consultados pela Forbes afirmam que é praticamente impossível minerar usando um computador pessoal.
A cada dez minutos, em média, surge um novo bloco de bitcoin. Esses blocos registram as transações realizadas no blockchain, e cabe aos mineradores verificar a validade das informações contidas em cada novo bloco. O minerador é recompensado com uma taxa de transação, que hoje é de aproximadamente US$ 2,23, e também fica elegível para receber 6,25 bitcoins – cerca de R$ 1,7 milhão – por bloco minerado.
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Porém, só recebe os bitcoins o primeiro minerador a resolver o problema numérico contido naquele bloco, um processo que é conhecido como “prova de trabalho”. Essa resolução pode envolver trilhões de tentativas, por isso o hardware utilizado deve ter grande potencial computacional para processar essas operações mais rapidamente.
Apesar de o surgimento de novos blocos ser praticamente constante, o bitcoin possui um limite de 21 milhões de unidades, definido pelo seu criador, Satoshi Nakamoto. Hoje, já foram mineradas mais de 18 milhões. Para dificultar que o restante seja minerado, a cada quatro anos o número de bitcoins contidos em cada bloco diminui pela metade. Hoje, esse número é 6,25, e em 2024 será 3,15. Ou seja: minerar novas moedas é cada vez mais difícil.
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Atuar nesse mercado profissionalmente exige investimentos expressivos, diz Fabricio Tota, diretor da exchange Mercado Bitcoin. “É necessário ter o melhor hardware disponível no mercado, porque o poder computacional exigido é muito alto, e uma boa infraestrutura no data center, o que envolve cabeamento e refrigeração. Além disso, é preciso ter um time dedicado a manter tudo isso funcionando adequadamente.
Acesso a energia elétrica abundante e barata também é imprescindível.
Segundo análise realizada pelo jornal “The New York Times” em setembro deste ano, a mineração global de bitcoin consome aproximadamente 91 terawatt/hora anualmente. Isso é mais do que a Finlândia, que tem 5,5 milhões de habitantes, consome no mesmo período.
Uma das maiores mineradoras de criptomoedas do mundo é a Genesis Mining, localizada na capital da Islândia, Reykjavik. O clima frio da região contribui para diminuir os custos com refrigeração, que podem chegar a representar 40% do gasto total. Recentemente, o estado norte-americano do Texas também se tornou um destino visado por grandes mineradoras por causa dos baixos preços de energia.
São essas características, porém, que fazem do Brasil um local pouco adequado à mineração de bitcoin. Além de a energia ser cara (os preços têm subido por causa da crise hídrica), o clima tropical implica maior investimento em infraestrutura e custos de operação mais altos.
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Os impostos envolvidos na instalação de um data center também são caros – nas palavras de Tota, é necessário um “caminhão de dinheiro” para bancar a importação de todos os equipamentos.
Um brasileiro com o capital necessário para investir numa mineradora profissional, portanto, será mais bem-sucedido se abrir sua operação fora do país.
E se eu ainda quiser minerar de casa?
Luiz Pedro de Oliveira, analista da Nord Research, diz que a possibilidade de ser bem-sucedido minerando em casa é extremamente baixa.
“No começo, era possível minerar bitcoin com o computador pessoal porque as equações eram mais fáceis, tinha menos gente fazendo isso. Mas hoje você precisa de máquinas específicas, chamadas Asics, que têm o poder computacional necessário para tentar validar as transações de bitcoin.”
Mesmo investindo em um dispositivo Asic, que pode custar dezenas de milhares de reais, uma única máquina também não é suficiente para se equiparar às grandes fazendas de mineração espalhadas pelo mundo. Uma maneira de contornar isso é se juntar aos “pools de mineração”, grupos de mineradores que unem suas capacidades de processamento e dividem os ganhos entre si.
Quem quer ficar fora da conversa sobre equipamentos caros também pode optar por fazer a mineração em nuvem. Nessa modalidade, o usuário aluga o poder de computação de empresas que possuem os equipamentos adequados e faz a mineração de sua casa, remotamente. É preciso, no entanto, ficar alerta para os vários golpes financeiros que usam promessas de mineração em nuvem para atrair as vítimas.
A mineração profissional também tem seus riscos. Oliveira cita como exemplo os fatores externos, como apagões e desastres naturais, bem como a chance de mudança na regulamentação. No Brasil, a mineração não é regulada.
Em maio deste ano, a China, território que já foi considerado o centro mundial de mineração de bitcoins, proibiu a atividade alegando que ela impediria o país de atingir as suas metas de redução nas emissões de carbono.
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As preocupações com o impacto ambiental do bitcoin chegaram inclusive a Elon Musk, CEO da Tesla, que em maio deste ano desistiu de aceitar a moeda digital como uma forma de pagamento pelos carros elétricos da fabricante devido à sua pegada de carbono. “Criptomoedas são uma boa ideia […] Mas isso não pode vir a um grande custo para o meio ambiente”, disse o bilionário em um tweet.
LEIA MAIS: Musk diz que Tesla aceitará bitcoins quando mineradores usarem mais energia limpa
“A mineração de bitcoin é sim uma uma atividade que gasta bastante energia”, comenta Oliveira. “No entanto, existe uma movimentação para incentivar a utilização de energia renovável. Inclusive o Texas, que é um um estado que favorece a mineração, tem como uma das suas principais fontes energéticas a energia eólica. Então eu acho que a indústria vai evoluir nesse sentido.”
Antes de investir na mineração de bitcoins, também é preciso levar em conta que o próprio algoritmo da criptomoeda controla de forma automática o grau de dificuldade de se minerar um bloco.
O mecanismo funciona da seguinte forma: quanto maior o poder computacional utilizado para minerar bitcoin ao redor do mundo (também chamado de hash rate), maior também é o poder computacional exigido para minerar um bloco – o que significa aumento de custos.
Essa ferramenta serve para impedir a entrada em circulação de muitos bitcoins em um curto espaço de tempo, o que derrubaria o preço da moeda.
Por conta das inúmeras barreiras e desafios, ambos os especialistas concordam que a maneira mais vantajosa de adquirir a moeda é através da negociação em exchanges. “No final das contas, é muito mais fácil você dedicar sua capacidade produtiva a trabalhar para juntar dinheiro e depois comprar bitcoins,” diz Tota.
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