A maior fabricante de celulares do mundo, Nokia, lançou um novo celular musical nesta sexta-feira (11). O novo produto deve ser lançado no primeiro trimestre por 145 euros (US$ 213,5 dólares) sem considerar impostos e subsídios.
O aparelho, modelo 5235 Comes with Music, tem tela sensível a toques, câmera de dois Mpixels e executa o sistema operacional Symbian, afirma a Nokia.
O aparelho é o mais barato da linha smartphone da Nokia, sem considerar pacote de músicas.
A empresa está sob pressão de rivais como Apple, e informou neste mês que tem interesse em puxar os preços do segmento de celulares inteligentes para baixo.
O compartilhamento da impressora por vários computadores, sem a necessidade de cabos, já é uma realidade no ambiente doméstico. É cada vez mais comum que o equipamento saia de fábrica com a tecnologia de comunicação sem fio, bem conhecida dos usuários para conexões entre computadores e navegação na internet.
HP, Epson e Lexmark possuem impressoras com conectividade sem fio. Programado para janeiro, um dos próximos lançamentos desse mercado é a Photosmart Plus, da HP.
Luiz Fernando Tedesco, gerente de produtos da empresa, diz que a HP apostará na massificação da impressão wireless: "É mais comodidade para o usuário, que não precisa mais colocar o computador ao lado da impressora. Isso facilita a organização do espaço, além de a impressão poder ser feita de qualquer cômodo da casa."
Mobilidade
O mercado começou a tomar força este ano, com a queda do preço dos laptops e a popularização dos netbooks.
Daniela Alonso, especialista de produtos da Epson, diz que a mobilidade é uma tendência: "Segundo projeções da [consultoria] IDC, a venda de notebooks no ano que vem representará 50% da venda total de computadores. A necessidade de mobilidade impulsiona o mercado de impressão sem fio, que acompanha o processo".
Todos os equipamentos de impressão a serem lançados pela Lexmark em 2010 serão wireless, segundo José Carlos Yazbek, diretor de canais da empresa: "A tendência é que essa tecnologia não seja mais um diferencial e se torne uma característica comum".
Instalação
Não existe mistério na instalação das impressoras com a tecnologia.
Nos modelos mais recentes, caso da Photosmart Plus, a conexão com a rede sem fio doméstica é automática. Em modelos mais antigos, basta instalar o driver que acompanha a máquina ou que pode ser baixado no site do fabricante. Não são necessários conhecimentos técnicos avançados.
Se a impressora não vem com a opção de conexão Wi-Fi de fábrica, existem soluções no mercado. Basta adquirir um servidor de impressão sem fio (disponíveis por cerca de R$ 200), que é plugado na impressora e a torna capaz de se conectar a redes Wi-Fi.
Modelos
Por meio da tela de LCD de 2,39 polegadas, sensível ao toque, é possível operar as configurações da HP Photosmart Plus e imprimir fotos direto da câmera fotográfica.
A Epson tem o modelo Stylus TX550W, indicado para o usuário doméstico que faz uso frequente da impressora. Segundo a empresa, o cartucho preto permite imprimir mais de mil páginas. A velocidade também é alta: 36 ppm (páginas por minuto) em preto e colorido.
Já a X4690, da Lexmark, é mais barata, menor e mais leve que as concorrentes. Em contrapartida, a velocidade também é mais baixa: 25 ppm em preto e 18 ppm em cores.
A Tapulous, pequena empresa que desenvolve programas para iPhones, diz que suas vendas atingiram a faixa de US$ 1 milhão mensais, mais um sinal do crescente sucesso de companhias iniciantes que desenvolvem produtos para serem utilizados nos populares aparelhos da Apple.
Com apenas 20 funcionários, a empresa diz que sua série de games "Tap Tap Revenge" foi agora instalada mais de 20 milhões de vezes. Mais cedo neste ano, o grupo de pesquisa comScore afirmou que o game tinha sido utilizado por um terço dos clientes da Apple.
A empresa diz ser lucrativa, mas não revela dados precisos sobre vendas. O presidente-executivo da Tapulous disse esperar uma onda de crescimento exponencial no comércio de produtos auxiliares para aparelhos celulares nos próximos dois anos, similar ao que aconteceu com outras empresas do ramo de jogos, como Zynga, Playfish e Playdom.
A Playfish recentemente foi comprada pela Electronic Arts por US$ 275 milhões em dinheiro.
A base instalada para desenvolvedores de programas está crescendo rapidamente. A Apple vendeu mais de 50 milhões de iPhones e iPods, que usam o mesmo software.
A Tapulous conseguiu atrair US$ 2,8 milhões de investidores para iniciar as operações.
O hábito da leitura começou a mudar para sempre ao longo de 2009, com a aposta da indústria eletrônica nos e-books, dispositivos para leitura de livros eletrônicos que buscam se tornar um dos presentes mais procurados deste Natal.
Será este Natal o início do fim da era do papel? O que está claro é que o Kindle ultrapassou em 2009 a barreira das invenções promissoras para entrar no território dos que, como a internet, o telefone celular e o iPhone, produzem uma mudança irreversível.
A Amazon, que se aliou com o Kindle para criar um sistema de monopólio similar ao do iTunes e iPod da Apple, anunciou no final de novembro que seu dispositivo já era o produto mais vendido de seu site, com 3 milhões de unidades vendidas este ano.
Suas ações dispararam para US$ 135,25 e as estimativas para 2013 são de 13 milhões de exemplares. Para muitos, o dispositivo de leitura ficará associado a sua marca mais famosa: o Kindle.
"O papel ficará como um objeto de culto, algo parecido ao que aconteceu com os cavalos e o carro", segundo Juan González de la Camara, diretor-geral da Grammata, site que distribui para o dispositivo de leitura espanhol, o Papyre.
Mas também há alguns nostálgicos, como o belga Antoine Compagnon, catedrático de História e Literatura, que afirmou, em entrevista ao jornal "El País", que "é difícil uma leitura prolongada de Proust ou Hegel em um livro eletrônico" e que "um livro implica em uma paisagem, um território a explorar" que se perde na tela.
No "The New York Times", por outro lado, os responsáveis aderiram rapidamente.
"Soubemos por mais de uma década que chegaria um dia em que um produto de leitura eletrônica ofereceria a mesma experiência satisfatória de ler um jornal impresso", disse Arthur Sulzberger, o presidente da companhia editora do jornal, ao apresentar o Kindle DX, que ampliava a memória do dispositivo para 3,5 mil livros.
Enquanto isso, o jornalista Robert McCrum titulava um eloquente artigo: "Ninguém sabe nada e outros dilemas da era do e-book", no qual dizia que "uma coisa está clara: não é o início do fim, mas é, provavelmente, o final do princípio".
Ou seja, não cabe mais ficar na defensiva e, como fizeram as fonográficas ao se aliar com o iTunes ou o YouTube, é preciso negociar com o antigo inimigo para não ficar para trás, segundo os especialistas.
Preço amigável
O Kindle baixou de preço para US$ 259, o leitor da Sony e o Nook aceitam mais tipos de arquivos e introduzem cor, a Google colocou 8 milhões de livros disponíveis on-line e a Marvell anunciou que apresentará seu e-book reader no início de 2010 por US$ 150. A maquinaria já não pode parar.
Na Feira do Livro de Frankfurt, houve uma espécie de réquiem do papel. Um especialista dos livreiros alemães, Roland Schil, afirmou que chegará o dia em que esses aparelhos se tornarão algo cotidiano e se chegou à conclusão de que, em dois anos, 25% do negócio será digital.
As vantagens claras são a portabilidade e o respeito ao meio ambiente, assim como, devido à economia em custos de distribuição e impressão, a queda dos preços. O livro de ficção mais vendido na Amazon para o Kindle é "Eclipse", de Stephanie Meyers, por pouco mais de US$ 5.
Também há a acessibilidade dos índices e a ubiquidade dos pontos de venda. Mas, mais uma vez, a tecnologia vai à frente da legislação e entram em jogo as questões de propriedade intelectual.
Por outro lado, retomando o discurso de Compagnon, talvez seja preciso procurar a grande mudança na dinâmica social do homem.
"O ritmo da leitura não tem qualquer relação com o ritmo dos meios audiovisuais, dos portáteis, dos celulares. Pode parecer piada, mas o tédio estimula a leitura (...) e hoje parece ser proibido se entediar", conclui o intelectual francês.
Para quem ainda está em dúvida sobre o que comprar para dar de presente ou quer realizar um sonho de consumo, não faltam opções no comércio, que aposta na principal data do varejo com promoções e facilidades de pagamento. Notebooks, televisões de LCD, eletrodomésticos e brinquedos estão entre os produtos que devem alavancar o faturamento das redes.
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No Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, as TVs de LCD e os aparelhos blu-ray são considerados as "vedetes" deste final de ano na categoria de eletros, com expectativa de crescimento de 20% no confronto com o mesmo período no ano passado. Considerando apenas os aparelhos de alta definição (full HD), a empresa espera um crescimento de 300%, já de olho na Copa do Mundo da África.
A expectativa é que as vendas de notebooks e netbooks sejam impulsionadas por lançamentos e queda dos preços em média de 30% em relação a 2008.
No Carrefour, a previsão é que o Natal de 2009 seja o melhor dos últimos cinco anos. Para eletroeletrônicos, por exemplo, a rede espera um crescimento de até 20% nas vendas em relação ao ano passado, também com destaque para netbooks, notebooks e TVs de LCD. "Acreditamos que o consumo irá aumentar em volume e qualidade, com os clientes procurando também itens de maior valor agregado", avalia o diretor de não-alimentos, Karim Nabi.
Para brinquedos, a previsão também é de crescimento de 20%, com aposta nas linhas interativas e pelúcias. No segmento têxtil, a novidade é a linha festa, com estampas prateadas e douradas.
O vice-presidente comercial do Walmart Brasil, Marcelo Vienna, está ainda mais otimista do que o concorrente. Para ele, "este será o melhor Natal da história do Walmart no país." Para a linha de vídeo e informática, o volume de pedidos para o período é entre 20% e 25% maior na comparação com 2008, aguardando o aumento na demanda.
Sucesso em 2008, os bichinhos de pelúcia animados continuam em alta na rede, assim como os bonecos de Papai Noel, com opções em resina, cerâmica ou tecido e em vários tamanhos.
Magazine Luiza e Casas Bahia, que passou a ser controlada pelo Grupo Pão de Açúcar, anunciaram a expectativa média para o crescimento, de 30% e 20%, respectivamente.
Redes de menor porte também estão animadas com a data, como a Piccadilly, que espera um crescimento de 50% neste mês, com faturamento em torno de R$ 11 milhões.
Já a PBKids Brinquedos prevê crescimento de 20% nas vendas e reforçou os estoques das lojas com um volume 15% maior do que em 2008, sendo 60% desses produtos itens importados.
No segmento de cosméticos e perfumes, um dos líderes, o Boticário, estima vender 20% a mais na comparação com 2008. Já a Natura não divulga previsão de faturamento, mas informa que desenvolveu 22 opções de presentes para incrementar as vendas.
Internautas
O comércio eletrônico deve movimentar R$ 1,63 bilhão com as vendas para o Natal, com crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2008, segundo estimativa da e-bit, consultoria especializada no setor. "Diferente de outras datas comemorativas, as pessoas têm o hábito de presentear familiares e amigos, o que potencializa a compra", afirma o diretor geral da empresa, Pedro Guasti.
A estimativa é que, no carrinho virtual dos consumidores, haverá principalmente livros -- categoria que historicamente é a líder do setor -- e eletrodomésticos, que devem continuar em alta com a prorrogação da redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Os itens de saúde, beleza e medicamentos devem ter a preferência do público feminino.
Com o resultado do Natal, a previsão é que o comércio eletrônico encerre 2009 com um faturamento superior a R$ 10,5 bilhões, apresentando aumento de 28% no confronto com o ano passado. De acordo com a e-bit, há um grande potencial de crescimento do varejo virtual, pois apenas 25% das pessoas que acessam a internet no Brasil são e-consumidores --a estimativa é chegar a 17 milhões no final do mês.
"Os consumidores podem comprar sem sair de casa, evitando atropelos de última hora, tempo perdido e as filas tão incômodas dos shopping centers. Além, logicamente, do trânsito já característico das grandes cidades. É um grande apelo para o setor, principalmente nessa época onde o mercado está agitado" diz Guasti.











