Não basta ter um computador portátil, é preciso acrescentar novas funções a ele. Esse foi o tom que diversas fabricantes empregaram para mostrar seus lançamentos na CES. Antecipando-se ao tão comentado anúncio do tablet da Apple, que estaria para ser feito até o fim deste mês, empresas mostraram aparelhos potentes, que vão além da sua função original.
A Lenovo foi uma das que mais chamaram a atenção ao revelar seu Ideapad U1 Hybrid, uma mistura de netbook e tablet. O objetivo é oferecer um computador e dois aparelhos, para que o usuário escolha qual usar a cada ocasião.
Quando está na sua posição original, de garra, como diz a Lenovo, o U1 tem uma tela de LED de 11,6 polegadas, 16 Gbytes de disco de estado sólido e roda o Windows 7. Quando a tela sensÃvel ao toque é removida, transforma-se em um tablet e roda o Skylight, uma versão do Linux personalizada pela Lenovo.
Apesar de contar com duas máquinas diferentes, o U1 Hybrid consegue compartilhar bateria, conexão 3G, informações e documentos, diz a Lenovo. A empresa afirma, ainda, que o usuário consegue navegar na internet pelo laptop e, quando muda para o tablet, continuar a partir do ponto em que parou. O Hybrid custará US$ 999 e tem previsão de chegar ao mercado norte-americano em junho.
A Samsung apresentou o protótipo de um laptop com tela transparente feita em Oled. O aparelho tem tela de 14 polegadas com 40% de transparência, ante os 25% dos computadores tradicionais, segundo a empresa -isso faz com que a imagem vista no dispositivo seja rápida o suficiente para eliminar interferências óticas entre imagens em 3D.
A Intel apresentou o novo modelo do notebook educacional Classmate PC, que ganhou tela giratória sensÃvel ao toque com capacidade de ser transformada em um tablet. O aparelho estará disponÃvel neste mês nos EUA, custando entre US$ 300 e US$ 600.
A Microsoft ganhou os holofotes ao anunciar sua nova geração de tablets, ou "slate PCs", aparelhos que misturam notebook e celular.
Steve Ballmer, presidente-executivo da empresa, fez o keynote de abertura da CES, na última quarta-feira, para apresentar um protótipo da HP. "Esse computador portátil, que estará disponÃvel ainda neste ano, vai despertar muito entusiasmo entre os consumidores", disse.
O dispositivo conta com tela sensÃvel ao toque e é multimÃdia, permitindo ver vÃdeos, navegar pela internet e ler livros. Ballmer afirmou que os aparelhos são mais poderosos que um celular e quase tão potentes quanto um computador. Ainda em fase conceitual, o produto deve chegar ao consumidor no fim deste ano.
A Samsung, segunda maior fabricante de celulares do mundo, lançou um novo modelo de aparelho sensÃvel ao toque nesta segunda-feira (15), em um movimento que expressa a vontade de expansão no mercado global, apesar da crise econômica mundial.
"Estamos muito seguros de que teremos um aumento na nossa participação no mercado, não apenas em paÃses desenvolvidos, mas também no mercado emergente", disse o vice-presidente executivo de produtos estratégicos da empresa, Hong Won-pyo.
A empresa demonstrou o modelo Jet que, além da tela sensÃvel ao toque, integra a geração seguinte da tecnologia Amoled. O aparelho tem processador cujo desempenho é mais rápido para o acesso à internet.
A tecnologia Amoled tem uma matriz orgânica que emite luz por meio de diodo, e faz com que a tela seja extremamente fina --com imagem de melhor qualidade e baixo consumo quando comparadas às telas LCD.
O celular, no entanto, não pode ser considerado como um smartphone, porque ele não funciona a partir de um sistema operacional. Ainda assim, a empresa afirma que ele é "menor do que um smartphone".
A companhia informa que planeja introduzir outra série de produtos no terceiro trimestre, incluindo aparelhos com funcionamento a partir de sistemas operacionais.
"Aparelhos inteligentes, sensÃveis ao toque e para recados --são as três áreas majoritárias para as quais nós estamos enveredando. É por isso que estamos crescendo, em contraste com a economia", disse Won-pyo.
As observações do executivo foram feitas em um evento recente para a imprensa, e embargadas até hoje na Europa.
Referindo-se à intenção da Samsung de crescimento para 20% na fatia de mercado neste ano --seu percentual, em 2008, era 18%--, Hong disse que "pessoalmente, estou confiante de que nós alcançaremos nosso objetivo mais cedo".
Na semana passada, a Panasonic lançou três modelos de câmera portátil que capturam imagens em alta definição completa --o mais barato, o TM20, sai por R$ 3.499.
Em abril, a Sony, com a HDR-XR100 (R$ 3.799), e a Samsung, com a HMX-R10 (R$ 1.999), já tinham lançado novos modelos de filmadoras que registram filmes em alta definição. As empresas lançaram outros equipamentos além dos citados.
Em outubro de 2007, a Folha testou uma das primeiras portáteis vendidas no Brasil para usuário final com a capacidade. A Everio GZ-HD7, da JVC, tinha preço de R$ 8.999.
Edição
As câmeras estão mais baratas, é verdade, mas quem for editar filmes nessa qualidade vai precisar de um computador poderoso em vários aspectos: memória, disco rÃgido, processador e placa de vÃdeo.
Tome como base a recomendação da Pinnacle para usar seu programa Studio Ultimate 12, que faz a edição de arquivos em alta resolução.
Para editar arquivos em AVCHD, um formato de captura e reprodução de alta definição, estão entre os requisitos mÃnimos 2 Gbytes de memória, processador Intel Core 2 Quad, placa de vÃdeo com ao menos 256 Mbytes e espaço em disco de 3 Gbytes.
Claro que outros softwares exigem menos --é o caso do PowerDirector 7. Porém micros modestos vão demandar mais tempo para executar boa parte das tarefas.
Isso para não falar do monitor. São poucos os modelos compatÃveis com alta definição completa no mercado brasileiro. A LG, por exemplo, lançou seus primeiros aparelhos fininhos com a caracterÃstica apenas em março deste ano.
As vendas de bens de consumo pela internet tiveram um crescimento de 28% no perÃodo de 15 de novembro até o último dia 24 na comparação com o mesmo perÃodo de 2008, com o movimento de R$ 1,6 bilhão --contra R$ 1,25 bilhão um ano antes. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela consultoria e-bit, especializada no setor.
"Ano a ano acompanhamos a evolução do e-commerce e sem dúvida o Natal é um grande aliado para esse crescimento", disse o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti. "Com esse faturamento expressivo, nota-se que o consumidor está mais preparado e programado para comprar via web, além de estar com a confiança retomada para fazer compras. Para os próximos anos, o crescimento deverá ser ainda maior."
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O pico das vendas de Natal ocorreu no último dia 16, quando foram realizados mais de 150 mil pedidos, um crescimento 50% superior a um dia de vendas normal. O varejo fÃsico obteve apenas 6,8% de acréscimo, segundo o indicador Serasa Experian, citado pela e-bit.
Segundo Guasti, sem uma estrutura e logÃstica, ficaria difÃcil receber tantos pedidos no perÃodo natalino. "O volume de pedidos nessa época é intenso, já que as pessoas têm o hábito de dar muitos presentes, tanto para amigos, quanto para familiares. Por isso, um planejamento antecipado por parte das lojas é mais do que necessário para obter sucesso", afirmou.
A pesquisa aponta ainda a preferência do consumidor por produtos de alto valor agregado, como eletrônicos, artigos de informática e eletrodomésticos --contra produtos mais baratos, como CDs e DVDs, há pouco tempo. O item que liderou as vendas, no entanto, foram os livros.
Em seguida vieram os eletrodomésticos --categoria beneficiada pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)--; produtos de beleza, medicamentos e de cuidados com a saúde ficaram em terceiro lugar. Informática e Eletrônicos ficaram na quarta e na quinta colocação, respectivamente.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica) de outubro mostram que o varejo fÃsico brasileiro cresceu 8,4% em relação ao mesmo mês de 2008, ante expectativa do mercado de expansão de 6,5%. Uma pesquisa do instituto aponta que o número de brasileiros com acesso à internet cresceu 75,3% entre 2005 e 2008, passando a 56,4 milhões de usuários.
A pesquisa é feita com base em questionários respondidos pelos consumidores e leva em conta fatores como: facilidade de comprar, seleção de produtos, informação sobre os produtos, preços, navegação, entrega no prazo, qualidade dos produtos, qualidade do atendimento a clientes, polÃtica de privacidade e manuseio e envio dos produtos.
O Google pretende lançar um telefone celular próprio em 2010 e que será vendido on-line para os consumidores, diz o "Wall Street Journal".
Segundo o jornal, o aparelho se chama Nexus One e vai usar o sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google e usado por várias fabricantes.
Neste sábado (12), em blog oficial, o Google disse que entregou para uma série de empregados em todo o mundo um aparelho "inovador" que usa o sistema Android.
"Isso significa que eles poderão testar a nova tecnologia e ajudar a melhorá-la", escreveu Mario Queiroz, vice-presidente da companhia.
Nos últimos anos, surgem especulações frequentes de que o Google vai entrar nesse mercado, repetindo a Apple.











