Fazer com que seu monitor se torne uma tela sensÃvel ao toque vai ser muito simples em breve: a empresa portuguesa Displax desenvolveu uma pelÃcula fina que é capaz de transformar telas de diversas tecnologias --incluindo e-Ink, OLED e LCD-- em touchscreen.
"É extremamente poderoso, preciso e versátil", diz Miguel Fonseca, diretor de negócios da Displax. "Você pode usar nosso filme com qualquer tela."
De acordo com o site da revista Wired, a tecnologia sensÃvel ao toque se tornou uma forma como interagimos com nossos dispositivos e aparelhos. A tendência é que aparatos como o mouse, teclado e demais botões fÃsicos sejam eliminados.
Os filmes da Displax variam entre 3 e 120 polegadas. Em uma superfÃcie de 50 polegadas, a pelÃcula detecta até 16 dedos. A capacidade de resposta táctil também é grande, afirma Fonseca. As vendas do filme devem começar em julho.
"Se a Displax pode fazer isso em telas maiores, realmente será uma das primeiras companhias a fazer o que chamamos de multitoque maciço", diz Daniel Wigdor, arquiteto de experiência do usuário na Microsoft, cujo enfoque de trabalho se concentra em computação gestual e multitoque.
"Se você observar a tecnologia existente em telas grandes, vai ver que eles usam uma câmera infravermelha que sente apenas dois a quatro pontos de contato. A Displax nos leva ao próximo passo", declarou.
As últimas tecnologias da Displax trabalham com superfÃcies opacas e transparentes. A pelÃcula tem uma transparência de 98% (trata-se de uma medida da quantidade de luz refletida pela superfÃcie). "É uma taxa de transmissão bastante decente", disse Wigdor.
Uma grade de nanofios é incorporada na pelÃcula fina do filme de polÃmero, cuja espessura é de 100 microns, ou 100 milésimos de milÃmetro. Um dedo ou dois posicionados na tela causam um distúrbio elétrico.
O microcontrole analisa isto, e decodifica o local tocado na grade de nanofios. A pelÃcula é acompanhada de driver e painel de controle para configuração.
O Brasil vai para a Cebit 2010, maior evento de tecnologia do mundo, com 41 empresas, entre expositores e prospectores (companhias que vão conhecer a feira e buscar parcerias, mas não exibem produtos).
No ano passado, a Cebit recebeu 14 expositores brasileiros.
A feira começa nesta terça-feira (2) e vai até sábado (6) em Hannover, no norte da Alemanha.
Ao todo, o evento vai receber 4.150 empresas de todo o mundo. A Cebit acontece das 9h à s 18h no horário local (13h à s 17h em BrasÃlia). Confira a cobertura completa do evento aqui.
A Olympus lança no Brasil seu modelo X-920, que se destaca por ser compacto e contar com "filtros mágicos", que produzem efeitos nas fotografias.
Para quem gosta de brincar com as imagens, a opção de "filtros mágicos" pode ser divertida. O Arte Pop deixa as cores mais saturadas. O Olho Mágico reduz o brilho nas bordas e dá destaque ao centro da foto.
Já o Clássico deixa o primeiro plano em cores pastéis, com foco mais difuso. Ao manusear bem a câmera, a sensação é a de que os filtros poderiam ser mais elaborados e garantir efeitos profissionais.
A câmera faz vÃdeos em qualidade VGA, o que deixa a desejar, visto que o mercado conta com opções intermediárias que já filmam em alta definição.
Tem zoom ótico de 4x e conta com o recurso AF Tracking, que faz o rastreamento automático do foco. Consegue, também, fazer detecção de rosto e ajuste de sombras.
A tela de LCD é de 2,7 polegadas. A câmera tem 12 Mpixels de resolução. A memória interna é de apenas 19 Mbytes. Mas, ao comprar a câmera, você recebe um cartão XD Picture Card de 1 Gbyte e um adaptador para cartão micro SD.
Um dos pontos fracos da câmera é que ela não conta com modo contÃnuo, que é ideal para fazer sequências de ação.
DisponÃvel nas cores cinza-escuro e branco-pérola, a Olympus X-920 tem preço sugerido de R$ 699.
Eles são grandalhões, mas suas vÃsceras, do processador ao sistema operacional, são de smartphone.
Duas categorias emergentes de dispositivos portáteis estrelaram o Mobile World Congress na semana passada: os tablets --computadores com tela sensÃvel ao toque-- e os smartbooks --hÃbridos de smartphone e notebook.
O sistema operacional favorito desses aparelhos era o Android, do Google, cujo foco principal são os celulares, mas que hoje está presente em uma série de dispositivos, como leitores de livros eletrônicos.
A Nvidia demonstrou um tablet da Compal equipado com sua plataforma multimÃdia Tegra. Com tela sensÃvel ao toque de sete polegadas, ele roda a versão mais recente do Android, a 2.1.
Segundo um representante da Nvidia, o preço ainda não foi definido, mas deve ficar no mesmo patamar do iPad, da Apple, cujo modelo mais simples sairá por US$ 499 nos Estados Unidos.
A Nvidia apresentou ainda protótipos com Windows CE. Para demonstrar as capacidades gráficas do Tegra, um dos aparelhos rodava o jogo Unreal Tournament.
Já a HP demonstrava um smartbook com Android, o Compaq AirLife 100. Por fora, ele é um netbook, com teclado e tela de dez polegadas. Por dentro, um smartphone, com processador Snapdragon de 1 GHz, Android e navegação GPS, com resposta ao toque adequada e boa performance.
Como o aparelho não é certificado pelo Google, não será possÃvel instalar aplicativos do Android Market nele.
Sem preço divulgado, o AirLife 100 será vendido por enquanto somente na Espanha, com contrato de exclusividade da Telefonica.
Grande ou pequeno?
Em evento paralelo em Barcelona, a Dell apresentou o Mini 5, tablet com Android 1.6, ainda em fase de protótipo.
A tela sensÃvel ao toque de 4,8 polegadas é menor do que a média dos tablets atuais, mas consideravelmente maior do que a de um smartphone. Apesar disso, o aparelho é capaz de fazer ligações.
O tablet da Dell conta com Bluetooth, Wi-Fi e GPS e sua data de lançamento não foi divulgada, apesar de a empresa prometer que o aparelho chegará ao mercado dos EUA ainda neste ano.
Há exatamente dez anos, antes do estouro da bolha da internet, o Ãndice Nasdaq atingiu um nÃvel recorde de 5.132 pontos --um pico que o mercado de tecnologia não mostra qualquer sinal de retomar a máxima nos próximos anos.
Analistas e investidores de capital de risco afirmam que a crise de tecnologia ensinou uma lição aparentemente simples, que havia se perdido em meio ao furor de ofertas de ações de empresas iniciantes do Vale do SilÃcio que não geravam receita nenhuma --de que vendas e lucros, ou pelo menos uma perspectiva de lucro, importam.
Hoje, o Ãndice Nasdaq permanece abaixo da metade de sua máxima de março de 2000, e muitas das empresas mais importantes da época, como IBM, HP e Microsoft, passaram a negociar ações de forma mais tradicional, com base em seus fundamentos.
Encontrar ações com forte perspectiva de crescimento, as empresas do futuro, se tornou mais difÃcil, segundo investidores.
"Ações de tecnologia eram vistas como especiais e diferentes, uma indústria que iria crescer rapidamente e sustentaria precificações extremamente altas", disse o gerente de portfólio da T. Rowe Price, Ken Allen. "Aprendemos muito sobre os erros dessa lógica. Ações de tecnologia, em geral, são comparáveis a qualquer outro tipo de ação."
Ações de importantes marcas do setor prosperaram na última década, incluindo empresas como Apple, Amazon.com e Research in Motion, cujos produtos marcaram a indústria.
Google e Salesforce.com, que abriram seu capital em 2004, viram suas ações se valorizarem em mais de quatro vezes.
Mas muitas das principais empresas do setor nunca chegaram perto de recuperar sua glória do passado. Os papéis de empresas como Cisco Systems, Yahoo e Intel registraram quedas de mais de 50% desde aquela época.
A relação entre o lucro das empresas e o preço das ações diminuiu bastante na última década, uma vez que investimentos no setor de tecnologia se tornaram mais "racionais", segundo o analista Jeffrey Lin, da gestora de recursos TCW Group.
No inÃcio de 2000, a relação entre o lucro da Microsoft e o preço de suas ações era de mais de 70 vezes, enquanto hoje é de apenas 16 vezes. Já com a IBM, o número era de 30 vezes em 2000 e está em 13 vezes hoje.
"Tenho um bom pressentimento para as ações de tecnologia nesta década, porque não temos um vento contrário de precificações como tivemos há dez anos", disse Lin. Mas ele estimou que ainda deve demorar uns sete ou oito anos até o Ãndice Nasdaq recuperar e superar a máxima de março de 2000.











