Ser quadradão, quem diria, agora é descolado --ao menos entre os telefones celulares.
O inusitado formato está em voga após lançamentos recentes como o Kin One, aparelho da Microsoft destinado ao público jovem, o Twist, da Nokia, e o Motocubo, da Motorola -este último à venda no Brasil.
"O pequeno design quadrado é amigável ao bolso e parece particularmente adequado para o público mais jovem, especialmente para mulheres", afirmou à "Wired" Paul Bradley, diretor-executivo de criação da Frog Design, dos EUA.
Ainda segundo Bradley, "diferentemente do design candy bar (barra de chocolate) que se tornou sinônimo do iPhone, o formato quadrado ainda não evoca a imagem de nenhum dispositivo icônico e não parece imitar a Apple".
Uma das desvantagens do formato é o pequeno tamanho das telas, que geralmente têm uma polegada (2,5 cm) a menos do que os aparelhos retangulares. Essa deficiência prejudica a exibição de vídeos, por exemplo. Outro problema, aponta a "Wired", são os teclados físicos, em geral, pequenos.
Depois do Motocubo, a Motorola deve lançar mais um celular quadradão, se confirmada a veracidade de imagens que vazaram na internet recentemente.
O aparelho deve se chamar Flipout e vir com Android 2.1, versão mais recente do sistema operacional do Google para celulares, acrescido ao Motoblur, que centraliza atualizações de redes sociais.
As vendas de computadores pessoais no mercado brasileiro entre janeiro e março somaram 2,89 milhões de unidades, um aumento de 23% em relação a igual
período do ano anterior, afirma levantamento encomendado pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
De acordo com o estudo realizado pela consultoria IT Data, o aumento foi puxado principalmente pela alta de 17 por cento no segmento corporativo, que apurou
vendas 17 por cento maiores, ou 1,154 milhão de computadores.
Para o ano, a Abinee prevê vendas de 14 milhões de PCs, uma alta de 17 por cento contra 2009. Já para 2011, a expectativa é de crescimento de 12,85 por cento,
para 15,8 milhões de máquinas.
"Havia, no ano passado, a expectativa de que os desktops perdessem participação para os notebooks no mercado total de PCs. Porém, em função da preferência
do mercado corporativo pelos desktops, a comercialização dos produtos fechará 2010 praticamente em igualdade: 7,05 milhões de computadores de mesa contra
6,95 milhões de portáteis.
Do total comercializado no primeiro trimestre, 1,536 milhão foram de modelos desktop, com os notebooks/netbooks registrando 1,362 milhões de unidades, um
crescimento de 70 por cento ante o ano anterior.
O número de usuários de internet chegou à marca de 1,5 bilhão no mundo, entre usuários de redes fixas e móveis. Os dados foram divulgados pela União
Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (27).
Outro marco, segundo o relatório, é o número de aparelhos celulares: cerca de 4 bilhões no mundo, um aumento exponencial --há oito anos, o mundo contava com
pouco mais de 500 milhões de aparelhos. O levantamento aponta ainda estimativa de que 61% da população possui telefone móvel, superando o número de linhas
do telefone fixo.
Quanto ao acesso de internet móvel, o documento diz que 158 milhões de aparelhos celulares foram utilizados para esse fim até o final de 2007, 18% a mais do que
o acesso registrado em 2006. O aumento do número ocorreu devido ao advento de tecnologias como 3G e similares.
A tecnologia de voz sobre IP (telefone via internet, por meio de programas como o Skype, por exemplo) também demonstra ser um dos maiores sucessos da
internet: deve chegar a 80 milhões de usuários até o fim de 2008.
Ricos e pobres
O texto também aponta para a expansão da conexão rápida em detrimento da conexão dial-up, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. No
caso de países em desenvolvimento, Turquia, Senegal e Chile, por exemplo, mantêm 90% das suas conexões em banda larga. Em todo o mundo, segundo a ITU,
elas são 50% das conexões.
Mas a diferença entre os países ricos e pobres é acentuada nos números: enquanto a penetração de banda larga é de 16% na Europa e de 10% nas Américas, a
África tinha apenas 1% de conexões rápidas até o final de 2007.
A diferença ocorre também devido à distribuição de acessos em telecomunicações nos países. O relatório aponta soluções como, por exemplo, a derrubada de
barreiras comerciais que inibem o fluxo de capitais de um país para outro.
A Advanced Micro Devices pode conquistar alguns de seus maiores avanços no mercado de laptops, que atravessa rápido crescimento, graças a uma nova geração de chips de alta eficiência energética que será revelada na semana que vem.
Pessoas que conhecem o assunto e trabalham para a AMD afirmaram que os mais recentes microprocessadores da empresa devem ser oferecidos em 109 modelos de laptops de grandes fabricantes nos próximos meses, o que representa o melhor desempenho pela empresa na crucial temporada da volta às aulas. No ano passado, chips da AMD estavam disponíveis em 40 modelos de computadores portáteis.
"Essa é a primeira vez que vemos tanta atenção aos nossos notebooks", disse a fonte, em menção aos chips da empresa para laptops.
E embora ainda não tenham surgido mudanças em termos de participação de mercado, "normalmente um número maior de modelos dita maiores vendas", disse a fonte, acrescentando que as ofertas equipadas com chips da empresa vêm crescendo firmemente em todos os grandes fabricantes de computadores.
A AMD, segunda coloca no mercado dominado pela Intel, vem enfrentando dificuldades para ganhar mercado no segmento de laptops, que nos últimos anos vem apresentando crescimento mais rápido que o dos computadores de mesa.
As ações da AMD vêm apresentando desempenho inferior às da Intel desde o começo do ano, com queda de 14,57%, ante alta de 5,44% para a rival.
No entanto, no fechamento do pregão da quinta-feira elas estavam cotadas a US$ 8,27, mais que o dobro de sua marca mais baixa do último ano, US$ 3,22, na bolsa de Nova York.
Os primeiros sinais indicam que a nova linha de chips a ser revelada na semana que vem está obtendo respostas positivas dos maiores fabricantes de computadores, devido aos esforços da AMD para simplificar suas múltiplas ofertas sob a nova marca Vision, bem como devido a uma duração de bateria e desempenho superiores em toda a linha, de acordo com uma das fontes.
No primeiro trimestre de 2010, segundo a IDC, a AMD respondeu por 12,1% dos chips vendidos mundialmente, ante 87,8% da Intel.
O preço do celular iPhone, da Apple, que permite conexão com a internet, começou a ficar mais baixo no Brasil. Em alguns casos, o desconto chega a 40%. A queda nos valores ocorreu após reunião da fabricante com as operadoras de telefonia.
A diminuição não é um desconto ocasional, e sim uma correção negociada após a reunião. No encontro com os executivos das empresas, a Apple conseguiu que elas fizessem ao mesmo tempo essa mudança.
A maior parte das operadoras começou a baixar os preços na sexta-feira, exceto a TIM, que havia feito a correção no começo de abril -a operadora afirma que os descontos são de aproximadamente 10% em São Paulo.
"Como a TIM está pagando menos pelo aparelho, repassou o desconto para os consumidores em todos os planos, inclusive no pré-pago", disse a empresa, por meio de sua assessoria.
Porém, de forma geral, os maiores descontos foram concedidos nos planos pós-pagos. Para os pacotes pré-pagos, não houve alterações muito significativas, embora alguns planos tenham ficado mais baratos e tenha havido aumento nos créditos concedidos nas contas dos clientes em alguns casos.
A reportagem procurou a Apple para falar sobre a correção do valor dos aparelhos, mas a companhia informou que não comenta sua política de preços.
A Vivo divulgou nota em que diz que "a redução de preços do iPhone deve-se à prática habitual de revisão e readequação do portfólio dos produtos".
A Claro informou, também por meio de nota, que mudou os valores do aparelho para acompanhar a redução verificada no mercado. Segundo a operadora, a diminuição de preço varia de 10% a 30%.
Na Oi, os preços, que variavam de R$ 1.999 (iPhone 3G de 8GB) a R$ 2.799 (iPhone 3GS de 32GB), hoje oscilam de R$ 1.869 (iPhone 3G de 8GB) a R$ 2.649. A operadora aumentou os créditos na conta dos clientes, que agora atingem R$ 2.100 e podem ser usados em 12 meses. No caso da Oi, essa oferta específica vale até dia 31.
Conforme a Folha antecipou em abril, a Apple estuda fabricar no Brasil alguns de seus produtos, entre eles o iPhone. A expectativa é que, com a produção local, seja possível comprar do exterior os componentes e reduzir a carga de impostos sobre o produto. Isso diminuiria o preço do aparelho.
Por enquanto, o smartphone importado da companhia não decolou no país. No mundo, foram 9 milhões de unidades comercializadas no primeiro trimestre deste ano. No Brasil, foram aproximadamente 80 mil unidades no mesmo período.











