Mesmo disputando espaço com os já tradicionais notebooks e com os recém-chegados tablets, como o iPad, o netbook encontrou seu lugar no mercado brasileiro.
Criado para atender a necessidade de portabilidade de seu público-alvo --como estudantes e profissionais liberais--, o produto acabou difundido entre diversos perfis de usuários.
Os netbooks são definidos como computadores ultraportáteis. Com peso de aproximadamente 1 kg e tela de até 12,1 polegadas, apresentam menor custo que seu irmão maior, o notebook, além de mais autonomia da bateria. Em contrapartida, trazem uma capacidade limitada de processamento e não vêm com leitor ou gravador de CD, DVD ou Blu-ray.
Entre o fim de 2009 e o início de 2010, os netbooks se aproximaram de 10% das vendas de computadores no Brasil, segundo Luciano Crippa, analista da IDC (International Data Corporation). Considerando apenas portáteis, foram pouco menos de 20% das vendas. Estima-se que, em 2011, haverá mais portáteis que desktops vendidos no país.
"No primeiro trimestre de 2010, o número de vendas quase dobrou em relação a 2009", diz Crippa.
Agora, o caminho é um pequeno crescimento seguido pela estabilização. "Em 2009, muita gente comprou um netbook acreditando que aquele fosse o sucessor do notebook, mas não é o caso", afirma o diretor de pesquisa da empresa de consultoria ITData, Ivair Rodrigues.
Segundo ele, as consideráveis diferenças entre os dois produtos garantem espaço para ambos no mercado. E, em 2010, o consumidor tem maior consciência dessas distinções, e passa a comprar o produto mais adequado a suas necessidades.
POSSÍVEIS AMEAÇAS
O mesmo não pode ser dito sobre os tablets, como o iPad. "O tablet tem uma utilidade prática muito próxima da dos netbooks", afirma Henrique de Campos Júnior, consultor sênior da Marco Consultora.
Ele afirma que o mercado brasileiro não sentiu --por enquanto-- o impacto desses produtos, já que vários deles ainda não chegaram oficialmente ao país.
Outra preocupação para diversos segmentos, em especial os relacionados à tecnologia, é o "mercado cinza" -como é conhecido o grupo de produtos e peças contrabandeados ou piratas.
A Folha ouviu os fabricantes de netbooks no país, que não sentem forte ameaça desse mercado. "Para produtos de alto valor agregado, o sucesso do mercado cinza não é tão grande", diz Sandra Chen, gerente de produtos para notebooks da Dell. Para minimizar o problema, as empresas acreditam em diferenciais como qualidade e assistência técnica.
A Panasonic deve anunciar, na próxima semana, uma gravadora que faz imagens em 3D e é voltada para consumidores comuns. As informações foram divulgadas pelo site da revista "PC World"
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Os detalhes ainda não foram revelados, mas a máquina deve ser mostrada em uma conferência marcada para o dia 28 de julho, em Tóquio.
A Panasonic já lançou uma filmadora que faz imagens em 3D, mas a câmera tem foco no mercado profissional e custa US$ 21 mil. A gravadora voltada ao consumidor final deve custar bem menos do que isso, segundo a "PC World".
O ano de 2010 foi marcado pelos esforços das grandes empresas em relação ao mercado 3D. Gigantes como Sony, LG, Panasonic e Samsung anunciaram produtos na área, bem como grandes emissoras começaram a se movimentar para produzir conteúdo compatível.
A fabricante brasileira de produtos eletrônicos CCE anunciou nesta sexta-feira entrada no mercado nacional de celulares, com foco no grande mercado de telefonia móvel pré-paga do país.
A companhia vai começar a vender quatro modelos de aparelhos, todos desbloqueados e compatíveis com dois chips GSM (dual chip), mais comumente usados por usuários de linhas pré-pagas.
Os aparelhos também possuem recepção de TV digital, câmera e conexão sem fio via Bluetooth.
A meta da companhia no primeiro ano é atingir vendas de 100 mil unidades. Em cinco anos, a expectativa é de participação de mercado de 3% no Brasil.
A empresa vai disputar mercado com gigantes do setor como as sul-coreanas Samsung, que já vende três modelos de celulares compatíveis com dois chips no país. Enquanto isso, a também sul-coreana LG oferece dois modelos para dois chips.
O Brasil encerrou o primeiro semestre com uma base de 185,1 milhões de acessos de comunicação móvel ativos, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Desse total, 82,3% são pré-pagos e o restante pós-pagos.
A Motorola registrou uma forte demanda por seu celular Droid na Verizon Wireless, apesar da popularidade do rival Droid Incredible, da HTC, afirmou o vice-presidente-executivo da companhia, Sanjay Jha, na quarta-feira.
Jha disse a repórteres, depois de uma apresentação no Executives Club em Chicago, que a Motorola está sofrendo com as restrições da cadeia de fornecimento, similares às que a HTC vê para seu Droid Incredible.
A Verizon Wireless, uma parceria entre Verizon Communications e Vodafone Group, afirmou no mês passado que está tendo dificuldades em atender o fornecimento do Droid Incredible por conta da escassez de telas da Samsung Electronics.
"As vendas do Droid estão indo extremamente bem. Se eu pudesse fabricar mais, eu venderia mais", disse Jha, sem especificar quais componentes estão em falta.
O executivo afirmou que a linha de celulares prevista para este ano incluirá de dois a quatro telefones que podem ser usados para videoconferência. Na semana passada, a empresa apresentou dois celulares com câmeras com essa funcionalidade.
Jha disse que apoiará a tecnologia mesmo "nunca tendo acreditado muito" na demanda por videoconferência.
O Motorola Flipout, com design quadradão, tela sensível ao toque e teclado QWERTY físico, é o segundo aparelho com Android 2.1, a nova versão do sistema do Google para smartphones.
O primeiro foi o Milestone, também da Motorola.
O público jovem é claramente o alvo. A empresa investiu em um formato descolado, com várias opções de cores e bastante ênfase no MotoBlur, aplicativo que une as principais redes sociais na tela principal do aparelho.
Agora são sete telas principais que abrigam aplicativos. O espaço interno é de 512 Mbytes, expansíveis para 32 Gbytes via microSD.
Fechado, parece uma bolacha água e sal gordinha. Aberto, o telefone fica com dimensões de um aparelho tradicional.
A tela dele é de 2,8 polegadas, com resolução de 320x240 -mais baixa que a resolução usual nos Androids, o que faz com que alguns aplicativos parecerem meio espremidos e serrilhados.
Esqueça o aparelho se você quiser ver vídeos, filmes e navegar na internet em sites que não sejam as redes sociais.
Mas, se a intenção for fuçar em sites de relacionamento, escrever mensagens e até tirar fotografias, o Flipout pode ser uma boa opção.











