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Óculos de realidade virtual ajuda na terapia de pacientes com Parkinson

Além do dispositivo, médicos têm usado "bengala a laser" para complementar tratamento que visa melhorar resposta neurológica de pacientes
Cerca de seis milhões de pessoas convivem com a Doença de Parkinson em todo mundo e a prevalência da doença deve dobrar, em 20 anos, devido ao envelhecimento da população, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Ao mesmo tempo que tentam encontrar uma cura, pesquisadores se debruçam para desenvolver tecnologias que possam aumentar a qualidade de vida de pacientes com Parkinson.
No Brasil, duas novas tecnologias, comercializadas pela importadora Delta Medical, se propõem a isso. A primeira delas, o “Andador Virtual GaitAid” usa realidade virtual aumentada para melhorar a autonomia de pacientes.
Os óculos ajudam o observador a andar e estabilizar seu movimento. Basicamente, eles simulam um caminho virtual que coordena e ritma a passada, desencadeando uma resposta neurológica.
A terapia feita com o uso do dispositivo conseguiria reestruturar o cérebro para contornar as áreas danificadas pela doença de Parkinson, e outros distúrbios do movimento.
"Facilitar o dia a dia dos pacientes é fundamental, pois estamos longe da cura definitiva", afirma o neurocirurgião do Instituto de Psiquiatria do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP, e um dos maiores especialistas no tema, Erich Fonoff. Um artigo sobre o estudo feito no HC foi publicado no International Archives of Medicine.
Outra tecnologia é a bengala “LaserCane”, indicada também para diversos doenças neurológicas que afetam a marcha. A ferramenta permite, através de uma linha vermelha projetada no chão, que o paciente dê passos mais longos.
Segundo Carolina Souza, fisioterapeuta do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, a pista visual incentiva o paciente a interromper os episódios de congelamento, aumentando, assim, o comprimento das passadas.








