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Varejo aposta em "sonhos de consumo" para alavancar vendas em até 30%

Para quem ainda está em dúvida sobre o que comprar para dar de presente ou quer realizar um sonho de consumo, não faltam opções no comércio, que aposta na principal data do varejo com promoções e facilidades de pagamento. Notebooks, televisões de LCD, eletrodomésticos e brinquedos estão entre os produtos que devem alavancar o faturamento das redes.
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No Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, as TVs de LCD e os aparelhos blu-ray são considerados as "vedetes" deste final de ano na categoria de eletros, com expectativa de crescimento de 20% no confronto com o mesmo período no ano passado. Considerando apenas os aparelhos de alta definição (full HD), a empresa espera um crescimento de 300%, já de olho na Copa do Mundo da África.
A expectativa é que as vendas de notebooks e netbooks sejam impulsionadas por lançamentos e queda dos preços em média de 30% em relação a 2008.
No Carrefour, a previsão é que o Natal de 2009 seja o melhor dos últimos cinco anos. Para eletroeletrônicos, por exemplo, a rede espera um crescimento de até 20% nas vendas em relação ao ano passado, também com destaque para netbooks, notebooks e TVs de LCD. "Acreditamos que o consumo irá aumentar em volume e qualidade, com os clientes procurando também itens de maior valor agregado", avalia o diretor de não-alimentos, Karim Nabi.
Para brinquedos, a previsão também é de crescimento de 20%, com aposta nas linhas interativas e pelúcias. No segmento têxtil, a novidade é a linha festa, com estampas prateadas e douradas.
O vice-presidente comercial do Walmart Brasil, Marcelo Vienna, está ainda mais otimista do que o concorrente. Para ele, "este será o melhor Natal da história do Walmart no país." Para a linha de vídeo e informática, o volume de pedidos para o período é entre 20% e 25% maior na comparação com 2008, aguardando o aumento na demanda.
Sucesso em 2008, os bichinhos de pelúcia animados continuam em alta na rede, assim como os bonecos de Papai Noel, com opções em resina, cerâmica ou tecido e em vários tamanhos.
Magazine Luiza e Casas Bahia, que passou a ser controlada pelo Grupo Pão de Açúcar, anunciaram a expectativa média para o crescimento, de 30% e 20%, respectivamente.
Redes de menor porte também estão animadas com a data, como a Piccadilly, que espera um crescimento de 50% neste mês, com faturamento em torno de R$ 11 milhões.
Já a PBKids Brinquedos prevê crescimento de 20% nas vendas e reforçou os estoques das lojas com um volume 15% maior do que em 2008, sendo 60% desses produtos itens importados.
No segmento de cosméticos e perfumes, um dos líderes, o Boticário, estima vender 20% a mais na comparação com 2008. Já a Natura não divulga previsão de faturamento, mas informa que desenvolveu 22 opções de presentes para incrementar as vendas.
Internautas
O comércio eletrônico deve movimentar R$ 1,63 bilhão com as vendas para o Natal, com crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2008, segundo estimativa da e-bit, consultoria especializada no setor. "Diferente de outras datas comemorativas, as pessoas têm o hábito de presentear familiares e amigos, o que potencializa a compra", afirma o diretor geral da empresa, Pedro Guasti.
A estimativa é que, no carrinho virtual dos consumidores, haverá principalmente livros -- categoria que historicamente é a líder do setor -- e eletrodomésticos, que devem continuar em alta com a prorrogação da redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Os itens de saúde, beleza e medicamentos devem ter a preferência do público feminino.
Com o resultado do Natal, a previsão é que o comércio eletrônico encerre 2009 com um faturamento superior a R$ 10,5 bilhões, apresentando aumento de 28% no confronto com o ano passado. De acordo com a e-bit, há um grande potencial de crescimento do varejo virtual, pois apenas 25% das pessoas que acessam a internet no Brasil são e-consumidores --a estimativa é chegar a 17 milhões no final do mês.
"Os consumidores podem comprar sem sair de casa, evitando atropelos de última hora, tempo perdido e as filas tão incômodas dos shopping centers. Além, logicamente, do trânsito já característico das grandes cidades. É um grande apelo para o setor, principalmente nessa época onde o mercado está agitado" diz Guasti.








