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NOTÍCIAS DO PORTAL

Conheça os "sanduíches" de baterias que alimentam seus eletrônicos

Conheça os "sanduíches" de baterias que alimentam seus eletrônicos

Pode parecer estranho, mas seus eletrônicos se alimentam com espécies de sanduíches (ou quase isso) compostos de placas metálicas e compostos químicos. Entre os ingredientes dessa mistura estão pilhas, chamadas de células, cujas cargas individuais somadas mostram o poder total da bateria, explica o professor Marcelo Zuffo, da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).

As principais baterias que alimentam os eletrônicos atualmente são as de lítio-íon, mas já houve de níquel-cádmio e níquel-hidreto metálico.

O lítio-íon tem vantagens em relação aos anteriores: retém mais a carga (perde 5% de carga por mês, contra até 20% das outras) e não tem o "efeito memória", o que quer dizer que as baterias podem ser recarregadas mesmo após não terem sido descarregadas totalmente, segundo o professor Sergio Penedo, da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado).

Apesar disso, Penedo diz que as baterias de lítio-ion são "temperamentais", porque "caso o lítio tenha sido contaminado com impurezas na fabricação, os riscos de instabilidade são maiores". Elas também não devem ser descarregadas completamente e têm baixa tolerância a altas temperaturas. "Mas os dispositivos que usam lítio-íon têm circuitos de proteção que bloqueiam o carregamento acima do limite e impedem que elas se descarreguem completamente."

O tempo de duração de cada carga varia muito, e isso depende muito do seu uso. Nos notebooks, a quantidade de programas abertos, o processador usado e o brilho da tela interferem diretamente na duração da bateria. Já os celulares perdem de acordo com o tipo de material da tela, na troca excessiva de dados e se seu Bluetooth, GPS e Wi-Fi estão ligados o tempo todo.

Além disso, é preciso prestar atenção em alguns detalhes para não errar na hora da compra. Segundo os professores ouvidos pela Folha, o consumidor deve pesar impacto ambiental, custo, desempenho e material do qual a bateria é feita. Sem esquecer de verificar se o produto tem o selo de certificação da Anatel. "Baterias mal dimensionadas ou de procedência duvidosa trazem riscos graves de queima, vazamento e até explosão", alerta Penedo.

Também deve ser levado em conta o uso que será feito do produto. "No caso dos notebook, é recomendada uma bateria de 12 células para quem tem acesso restrito a tomadas. Já para o usuário doméstico, pode-se comprar um computador portátil com bateria de seis células, que custa em média 50% menos", segundo Henrique Joji Sei, diretor de marketing e produtos da Dell Brasil.

A Dell vende vários notebooks que podem ser configurados com seis ou nove células. Um deles é o Latitude E5400, tem preços a partir de R$ 2.299 (seis células, duração prevista de cinco horas) e R$ 2.379 (nove células, duração prevista de oito horas). O consumidor paga R$ 80 por três horas a mais.

Já a HP vende o tx2-1040 por R$ 3.699, e, por esse preço, o consumidor leva duas baterias, uma de quatro e outra de oito células. A Sony informa que vende seus notebooks com bateria padrão e vende separadamente baterias de longa duração, que custam até R$ 1.099.

Os aparelhos que mais trazem problemas quanto às baterias são notebooks e celulares.

Uma solução encontrada por alguns usuários para ter um maior desempenho em seus notebooks é o uso de baterias externas. Nos celulares, não é recomendável trocar a bateria por uma de maior potência. "Um celular é projetado para receber uma quantidade específica de carga durante seu funcionamento", diz Penedo.
O site Cnet comparou baterias de smartphones. Leia em bit.ly/celularesvidautil.

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O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.